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Bares e restaurantes farão campanha a favor do horário de verão

Estudo do governo afirma que a medida não proporciona economia de energia

Os bares e restaurantes estudam fazer uma campanha para defender a continuidade do horário de verão no Brasil. A medida é uma reação à possível extinção do horário de verão no país. Estudos do Ministério de Minas e Energia mostram que a implementação do horário de verão vem gerando pouco economia energética.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP), Percival Maricato, o horário de verão eleva o movimento de pessoas em bares e restaurantes. “As pessoas se sentem mais seguras, a cidade fica mais iluminada e muita gente sai do serviço e vai para o bar socializar. Beneficia a cidade e a sociabilidade. No verão, estimulamos os bares para tentar mudar culturalmente o país. Na Europa, todo mundo sai cedo do trabalho e vai ao bar com os amigos. Gostaríamos de ver isso introduzido aqui”.

 

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Ele questiona os estudos que mostram a pouco eficácia do horário de verão para a economia de energia. “Acho muito estranho [o resultado do estudo]. Se você reduz em uma ou duas horas a iluminação pública, é evidente que haverá economia, por menor que seja”.

Como a questão é polêmica e divide opiniões, o governo deve realizar uma enquete para decidir se manterá ou não o horário de verão no país. Enquete publicada ontem por VEJA mostrou que a maioria é favorável ao fim do horário de verão.

Nas redes sociais, internautas também se dividiram sobre a continuidade ou não do horário de verão.

Até o momento, o horário de verão está previsto para começar no dia 15 de outubro deste ano. A medida está em vigor no Brasil desde 1931 para distribuir melhor o consumo de energia no país e reduzir custos operacionais de energia – isso ocorre em razão da maior incidência de luz natural no período.

A hora de verão atualmente abrange os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O estudo do governo foi realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).