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Banda larga ‘popular’ sai do papel em Goiás

Por Da Redação - 24 ago 2011, 09h48

Por AE

Santo Antônio do Descoberto, Goiás – Depois de mais de um ano de atraso, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) saiu do papel. Desde ontem, os moradores da cidade goiana de Santo Antônio do Descoberto podem contratar a internet de “alta velocidade”, de 1 megabit por segundo, por R$ 35 mensais. O produto está sendo oferecido pela Sadnet, prestadora de serviços de telecomunicações do município.

Desde que a empresa assinou contrato com a Telebrás, no início de junho, a professora Marilene Abreu Pinho aguardava ansiosamente a comercialização da internet de banda larga do governo. Por isso mesmo, ela não perdeu tempo.

Ontem pela manhã, primeiro dia de comercialização do produto, a professora foi à sede da Sadnet para contratar o serviço. Marilene queria migrar de um plano mais caro oferecido por uma empresa de telefonia – que custava algo em torno de R$ 120 por mês – para o pacote do governo, que é quase um terço desse valor.

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Nem mesmo o pagamento de R$ 299 para adquirir o kit de acesso via rádio da Sadnet desestimulou a professora. Ela estava cansada de pagar caro por uma internet que só falhava. O preço do kit ou do modem, no caso de outras empresas, tem sido alvo de críticas por ser considerado alto para as famílias de baixa renda.

Recentemente, no entanto, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que iria negociar a redução do custo do modem.

O primeiro dia de comercialização da internet rápida do PNBL foi bastante tranquilo. As poucas pessoas que compareceram à sede da empresas estavam atrás de esclarecimentos sobre os preços do serviço.

O plano de banda larga do governo foi anunciado em maio do ano passado e usado como uma das principais bandeiras da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Mas somente ontem começou a ser oferecido efetivamente na primeira cidade brasileira. A meta do Executivo é estar em 1.163 municípios até dezembro. A intenção é levar internet básica a 4.278 municípios até 2014. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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