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Bancos vão devolver € 1,1 bi ao BCE por empréstimos na crise

Contudo, analistas de mercado esperavam uma devolução ainda maior, de € 4 bilhões. Europa vive sexto trimestre consecutivo de recessão e BCE anunciou no início do mês novo corte dos juros básicos para estimular a economia

Por Da Redação 17 Maio 2013, 10h00

Os bancos vão devolver antecipadamente 1,124 bilhão de euros (1,45 bilhão de dólares) em empréstimos necessários para conter os devastadores de crise para o Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana. De acordo com a instituição, quatro bancos pagariam 1,02 bilhão de euros do primeira LTRO (operações de refinanciamento de longo prazo) no dia 22 de maio, e três bancos pagariam 104,3 milhões da segunda LTRO.

Uma pesquisa da agência Reuters com operadores do mercado monetário na zona do euro mostrou que eles esperavam que os bancos devolvessem muito mais para o BCE na semana que vem, 4 bilhões de euros. Ao todo, os bancos tomaram emprestados em dezembro de 2011 e fevereiro de 2012 mais de 1 trilhão de euros em títulos com vencimento de três anos em duas operações de refinanciamento de longo prazo. A primeira vencerá em janeiro de 2015.

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No início de maio o BCE decidiu reduzir a taxa básica de juros da região para um novo recorde mínimo de 0,5%. Consequentemente os empréstimos ficam mais baratos a partir de então. O presidente do BCE, Mario Draghi, disse após a reunião de política monetária de maio que o BCE está pronto para cortar ainda mais as taxas de juros se a economia se deteriorar.

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Desde então, os dados econômicos mostraram um quadro sombrio da economia abalada pela recessão. De acordo com dados da Eurostat, agência de estatísticas do bloco, o bloco mergulhou na recessão pelo sexto trimestre consecutivo entre janeiro e março, com a economia retraindo 0,2% no período. Os economistas não esperam crescimento até o próximo ano.

O BCE também decidiu na sua reunião de maio estender sua provisão de fundos ilimitados aos bancos, dizendo que iria prepará-los com toda a liquidez que precisassem, pelo menos até julho de 2014. Isso dá mais segurança ao sistema financeiro, já que é uma garantia de que haverá financiamentos se os bancos precisarem.

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Cenário – A taxa de desemprego na zona do euro bateu recorde de 12,1% da população economicamente ativa no mês passado, com 19,2 milhões de pessoas desocupadas. Março foi o 23º mês consecutivo de aumento do índice de desemprego. Somente na Espanha, o número de desempregados ultrapassa seis milhões de pessoas. Na quarta-feira, Dia do Trabalho, milhares de manifestantes foram às ruas de cidades europeias protestar contra as medidas de austeridade que seus governo vêm impondo.

(Com agência Reuters)

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