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Bancos podem impedir operadores de usar ferramentas de bate-papo

De acordo com o WSJ, o JPMorgan Chase e o Credit Suisse discutem internamente se desativam as ferramentas para evitar manipulação de mercado

Por Da Redação 11 nov 2013, 13h15

Grandes bancos estão considerando impedir os funcionários de usar salas de bate-papo eletrônicas, que têm se tornado um instrumento difundido de negociações modernas no mercado, de acordo com uma reportagem do Wall Street Journal. Essa ferramenta tem atraído cada vez mais atenção dos órgãos reguladores por ser um potencial meio de conluio e manipulação do mercado.

De acordo com fontes, o JPMorgan Chase e o Credit Suisse estão discutindo internamente se desativam ferramentas de bate-papo que ligam eletronicamente operadores de vários bancos e são usadas por milhares de funcionários globalmente.

Os bancos Royal Bank of Scotland (RBS), Barclays, UBS e Citigroup, entre outros, também estão revisando o uso dessas ferramentas e padrões para controle e monitoração de todas as comunicações eletrônicas, segundo funcionários desses bancos e de empresas que fazem negócios com eles.

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As salas de bate-papo se tornaram integradas ao modo como os operadores se comunicam uns com os outros e com os clientes. Mesas de operação em todo o mundo que compram e vendem moedas, commodities, ações e ativos de renda fixa dependem, pelo menos em parte, das salas de bate-papo, que ligam diversos bancos e seus clientes principalmente por terminais da agência Bloomberg.

No entanto, uma série de investigações de órgãos reguladores sobre possível manipulação de taxas de juros e outros mercados concentrou um dos focos nas ferramentas de bate-papo. O potencial para multas pesadas e danos à reputação fez com que alguns bancos considerassem uma reformulação no modo como os operadores realizam suas atividades.

(Com WSJ)

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