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Bancos já refinanciam dívidas da EBX, de Eike Batista

Segundo informações passadas à Reuters, bancos estão recebendo parte da dívida com recursos provenientes da venda de ativos

Por Da Redação - 17 jul 2013, 13h42

Os bancos que financiaram a ascensão do grupo EBX, do empresário Eike Batista, estão liderando os esforços de refinanciamento da dívida do conglomerado e devem conseguir limitar suas perdas potenciais. Mas os detentores de bônus, por outro lado, podem ficar com muito pouco.

Alguns dos maiores bancos do Brasil estão refinanciando dívidas e alongando alguns pagamentos da EBX, afirmou uma fonte com conhecimento direto da situação à Reuters. Os bancos também estão recebendo parte da dívida com recursos provenientes da venda de ativos. As instituições estão recebendo mais garantias na forma de ativos e ações adicionais, mas não estão concedendo qualquer redução no valor principal das dívidas ou nos juros dos empréstimos, disse a fonte.

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A pressão exercida por bancos privados e estatais sobre a EBX permitirá às instituições praticamente eliminar qualquer perda significativa resultante de suas exposições ao grupo, disseram analistas e advogados. Analistas estimam que a exposição está entre 15 bilhões e 25 bilhões de reais.

Mas detentores de bônus, incluindo a Pacific Investment Management, maior companhia de fundos de bônus do mundo, podem enfrentar pesadas perdas sobre seus investimentos na EBX. Conforme Eike vende ativos no esforço para salvar o que puder da EBX, o empresário está priorizando pagamentos dos empréstimos assegurados de bilhões de reais sobre outros tipos de dívida, disseram advogados.

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Isso já está refletido nos preços dos bônus das companhias da EBX. Os bônus da OGX estão sendo negociados a cerca de 16% de seu valor de face. “A EBX e algumas de suas seis empresas listadas em bolsa e companhias privadas estão incluídas em uma liquidação organizada que provavelmente é dirigida pelos seus maiores bancos, essencialmente para pagar as instituições financeiras”, disseram analistas do Morgan Stanley em relatório a clientes.

A EBX informou em comunicado à Reuters que recentemente encerrou uma reestruturação de dívida, sem detalhar se era com bancos ou com outros credores. A empresa não respondeu a uma questão sobre se o plano favoreceu bancos sobre detentores de bônus. A OGX não tem planos para reestruturar sua dívida, disse uma porta-voz.

Nas últimas semanas, OGX, OSX e LLX pagaram parcial ou totalmente empréstimos contraídos junto ao Itaú Unibanco e Bradesco, o que incentivou preocupações de detentores de bônus de que os compromissos estão sendo quitados às suas custas. Itaú e Bradesco não comentaram sobre suas exposições à EBX.

(Com Reuters)

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