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Bancos espanhóis estão bem capitalizados, diz FMI

WASHINGTON, 25 Abr (Reuters) – Os maiores bancos da Espanha estão suficientemente capitalizados e são rentáveis o bastante para resistir a um declínio nas condições econômicas, embora um grupo de 10 bancos apoiados pelo governo seja considerado vulnerável, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira.

O teste de estresse do FMI com cerca de 90 por cento dos bancos na Espanha mostrou que a maioria seria capaz de lidar com deterioração adicional da economia, disse o Fundo em avaliação do setor financeiro espanhol.

No entanto, o FMI disse que uma estratégia cuidadosamente desenhada para sanear “rapidamente e adequadamente” os bancos espanhóis fracos foi essencial para garantir que os bancos saudáveis não sofressem com renovada perda de confiança do mercado no setor bancário.

“Os bancos maiores parecem estar suficientemente capitalizados e têm forte rentabilidade para resistir a uma deterioração adicional das condições econômicas, mas persistem vulnerabilidades em outros bancos que dependem do apoio do estado, e o setor como um todo continua vulnerável a sustentadas rupturas nos mercados de crédito”, disse o FMI.

A Espanha tem ficado sob intensa pressão dos mercados financeiros com relação à sua capacidade melhorar sua posição fiscal, gerando expectativas crescentes de que o país venha a precisar de um pacote de resgate do FMI e da União Europeia.

O FMI disse que enquanto as autoridades espanholas estiveram focadas em solucionar os problemas do setor financeiro, alguns bancos terão problemas para atingir os novos e maiores requisitos de capital.

A percepção do mercado de aumento do risco soberano e do setor bancário pode colocar ainda mais pressão sobre os bancos, especialmente aqueles que possuem grande necessidade de financiamento, acrescentou o FMI.

“Embora as posições de liquidez tenham melhorado e o financiamento de longo-prazo do BCE (Banco Central Europeu) traga alívio, os bancos espanhóis precisam continuar a fortalecer seu capital para acessarem livremente os mercados privados de financiamento”, disse o FMI.

(Reportagem de Leslie Wroughton)