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Bancos alemães estão preparados para consequências de eleição grega

FRANKFURT, 13 Jun (Reuters) – Os bancos alemães estão preparados para o pior dos cenários caso os eleitores gregos escolham um caminho que tire o país da zona do euro nas eleições de domingo.

“Se parecer que esse será o resultado das eleições, os telefones vão tocar nas torres bancárias de Frankfurt”, disse um gerente em um grande banco alemão, que pediu para não ser identificado.

Bancos e outras empresas irão revisar rapidamente seus planos de emergência, disse o gerente, antecipando questões como o que irá acontecer se os mercados entrarem em colapso na segunda-feira, quais recomendações de investimentos podem ser feitas para os clientes e quais os custos que se pode esperar nos sistemas de pagamentos se a Grécia voltar a usar a moeda dracma.

Executivos estão relutantes em falar sobre seus planos, sendo que o presidente-executivo do HypoVereinsbanks, Theodor Weimer, foi um dos poucos a fazer comentários públicos.

“O conselho de administração decidiu hoje que irá se encontrar no domingo caso o pior aconteça”, disse em Berlim na terça-feira.

A situação com as transferências de pagamentos internacionais seriam o principal foco da diretoria, disse Weimer, já que nenhum banco quer ser o último a transferir euros para a Grécia.

Fontes próximas aos dois maiores bancos da Alemanha, o Deutsche Bank e Commerzbank, disseram que nenhuma conferência por telefone está prevista para domingo, mesmo que um partido contra as medidas de austeridade ganhe a eleição na altamente endividada Grécia.

Na França, uma fonte do banco francês Crédit Agricole um dos mais expostos à Grécia via sua subsidiária Emporiki, não possui planos de fazer um encontro de emergência do conselho no domingo.

Embora os impactos diretos de uma saída da Grécia na maioria dos bancos da zona do euro seriam modestos, a FitchRatings disse em um relatório na quarta-feira que bancos em outros países sob programas de resgate da União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI), como Irlanda, Espanha e Portugal, poderiam estar sob risco de serem rebaixados após uma saída da Grécia, assim como os bancos da Itália.

(Por Philipp Halstrick e Kathrin Jones)