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Banco Panamericano tem lucro de R$13,6 mi no 4o tri

O lucro líquido acumulado em 2011 foi de 67 milhões de reais

Por Da Redação 14 fev 2012, 07h29

O Banco Panamericano teve lucro líquido de 13,6 milhões de reais no quarto trimestre, ante 2,8 milhões de reais no terceiro trimestre, informou a instituição financeira. O lucro líquido acumulado de 2011 foi de 67 milhões de reais, e fechou o ano passado com patrimônio líquido de 1,227 bilhão de reais.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi de 295,1 milhões de reais no quarto trimestre, 36% menor do que nos três meses imediatamente anteriores. No ano, essas provisões somaram 1,25 bilhão de reais. O banco encerrou o ano com carteira total de crédito de 10,8 bilhões de reais, informou a instituição financeira.

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Inquérito da PF – Na última quarta-feira, a Polícia Federal encerrou as investigações das denúncias de fraudes envolvendo o Panamericano com 22 pessoas foram indiciadas e mais de 21 milhões de reais foram bloqueados pela Justiça. O inquérito policial seguiu para ser avaliado pelo Ministério Público Federal. O rombo detectado no banco ao longo de mais de um ano de investigações chegou a 4,3 bilhões de reais.

Destes, cinco ex-diretores, incluindo o ex-presidente Rafael Palladino e o ex-diretor financeiro Wilson de Aro, três ex-funcionários e o ex-presidente do Grupo Silvio Santos (GSS), Luiz Sandoval foram indiciados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e crimes financeiros. Além do bloqueio de 21 milhões de reais, a PF bloqueou bens e imóveis dos indiciados, além de embarcações que estavam em nome de uma das empresas de fachada.

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Histórico – O rombo no Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, é o resultado de um acúmulo de irregularidades contábeis desde meados de 2006. O banco inflava seus balanços por meio do registro de carteiras de créditos que haviam sido vendidas a outras instituições como parte de seu patrimônio. A maquiagem permitiu que o valor da empresa fosse incrementado antes da abertura de seu capital, em novembro de 2007. Mas não pode blindá-lo contra a crise de crédito em 2008. No ano seguinte, o Panamericano teve 49% de seu capital votante comprado pela Caixa Econômica Federal. O que ainda não se sabe é como irregularidades tão grandes passaram pelo crivo de tantas instituições e por que só foram descobertas este ano pelo Banco Central.

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(Com Reuters)

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