Banco do Brasil vira termômetro da recuperação de Flávio nas pesquisas
Ações do banco acumulam alta de 16% desde a mínima de agosto, em meio à redução da vantagem de Lula sobre o senador nas pesquisas
A recuperação de Flávio Bolsonaro nas pesquisas presidenciais já começou a aparecer na Bolsa. O Banco do Brasil é hoje um dos papéis que mais refletem a redução da vantagem de Lula. Desde a mínima de agosto, BBAS3 acumula alta de cerca de 16%.
O movimento ganhou força à medida que levantamentos passaram a mostrar uma disputa mais apertada no segundo turno. Em 11 de agosto, quando a CNT/MDA apontou Lula nove pontos à frente de Flávio, o BB caiu 3,74%. Na segunda-feira, após novas pesquisas indicarem diferença bem menor entre os dois, o papel avançou 2,83%, acima do Ibovespa e dos principais bancos privados.
A leitura eleitoral não explica sozinha a valorização. A melhora das perspectivas para a carteira de crédito também ajudou o banco. Mas o comportamento do BB vem sendo acompanhado como um dos sinais mais sensíveis da percepção do mercado sobre a corrida presidencial, de acordo com analistas ouvidos pelo Radar Econômico.
O Ibovespa também tem exibido comportamento semelhante, reagindo positivamente nos pregões em que pesquisas apontam redução da vantagem de Lula. O efeito, porém, tende a ser mais diluído no índice, que também responde a fatores externos, juros, commodities e ao desempenho de grandes empresas como Petrobras e Vale.






