Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Banco Central projeta crescimento de 7,2% no saldo de crédito em 2019

Instituição prevê também crescimento de 9,7% no saldo para pessoa física e elevação de 4,1% para jurídica

As condições de crédito no país devem melhorar em 2019, segundo a Pesquisa Trimestral sobre Condições de Crédito (PTC), feita com instituições financeiras do setor privado e divulgada pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira, 28. A instituição projeta um crescimento do saldo total de crédito em 2019 de 7,2%. No ano passado, foram registrados 5% de alta, após dois anos seguidos de contração, segundo o BC.

Para as grandes empresas, a previsão, em 2019, é de expansão de 5,5% e para as micros, de 5%. Já o consumo das pessoas deve aumentar 8% e o crédito habitacional, 5%. O Banco Central prevê também o crescimento de 9,7% para o saldo de crédito para pessoa física e elevação de 4,1% para pessoa jurídica, segundo a pesquisa. Em 2018, o resultado foi de 8,2% e 1,3% respectivamente.

Além disso, o BC confirmou que o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, anunciará na quarta-feira, 29, projeto de simplificação da legislação cambial, em um primeiro passo para a conversibilidade do real. Os detalhes sobre o projeto ainda não foram revelados.

A agenda compreende quatro dimensões: inclusão financeira, competitividade, transparência e educação. O BC já vinha mostrando que a conversibilidade do real – quando uma moeda é aceita no exterior e utilizada em transações internacionais – é um dos principais objetivos da autoridade monetária, ainda que esse seja um processo de longo prazo e dependa de questões como a estabilidade monetária e a aprovação e implementação das reformas.

Segundo Campos Neto, a ideia é que o real sirva de referência para a região, em meio à tentativa de tornar o mercado mais aberto para estrangeiros. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também já afirmou que o projeto do presidente do BC seria para transformar a moeda brasileira em uma espécie de euro da América Latina.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)