ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Banco Central corta Selic pela quinta vez seguida; taxa vai a 13,75% ao ano

Copom reduz juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica ao menor nível desde o início do ciclo

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2026, 18h32
Banco Central corta Selic pela quinta vez seguida; taxa vai a 13,75% ao ano Priorize VEJA no Google

O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, 16. A taxa básica de juros caiu de 14% para 13,75% ao ano. O corte, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), dá sequência ao ciclo de flexibilização iniciado em março, após a taxa atingir um pico recente de 15% ao ano.

Com a decisão desta quarta-feira, a Selic acumula queda de 1,25 ponto percentual desde o início do ciclo de afrouxamento. Foram cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual, que levaram a taxa de 15% para os atuais 13,75% ao ano.

A redução já era esperada pelo mercado financeiro e a expectativa predominante entre os analistas era justamente de um novo corte de 0,25 ponto percentual. A principal dúvida estava concentrada nos próximos passos do Copom: parte das instituições financeiras projetava uma interrupção do ciclo de flexibilização ainda neste ano, enquanto outras enxergavam espaço para novas reduções.

Últimos dados de inflação

O movimento ocorre em um cenário de inflação mais favorável. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32%, resultado melhor do que o esperado pelo mercado financeiro. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,44% em julho para 4,22% em agosto.

Continua após a publicidade

A queda do IPCA, porém, teve forte influência de fatores pontuais. A principal contribuição veio da energia elétrica residencial, cuja tarifa caiu 7,63% em agosto em razão do bônus da usina hidrelétrica de Itaipu. O benefício, entretanto, é temporário, o que reduz a possibilidade de repetição desse efeito sobre a inflação nos próximos meses.

Esse efeito é um dos motivos para a cautela em relação à trajetória futura da inflação. Apesar da melhora do índice, o desempenho de agosto não necessariamente representa uma mudança estrutural no comportamento dos preços. A evolução dos serviços, dos núcleos de inflação e das expectativas deverá ser importante para definir os próximos movimentos da política monetária.

Continua após a publicidade

Incerteza sobre próximos passos

Agora, com a Selic em 13,75%, o mercado se divide sobre o que acontecerá na próxima reunião, marcada para o início de novembro. BTG Pactual e Itaú BBA projetam uma pausa no ciclo de cortes. Para o BTG, a interrupção permitiria observar a evolução das expectativas de inflação e incorporar as definições do cenário econômico após as eleições. O banco projeta Selic de 13,75% ao ano no fim de 2026.

A XP Investimentos tem uma visão diferente e prevê mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,25% ao ano no encerramento de 2026. A instituição considera que a desaceleração recente da atividade e uma inflação mais benigna ainda podem abrir espaço para novas reduções.

Continua após a publicidade

O cenário externo também adiciona incertezas à trajetória dos juros brasileiros. Entre os fatores de atenção estão a possibilidade de pressão sobre os preços do petróleo e os efeitos do El Niño sobre a inflação. A combinação desses elementos pode dificultar uma redução mais acelerada da taxa básica. Assim, embora o Copom tenha mantido o ritmo de cortes nesta quarta-feira, as projeções para a próxima reunião estão divididas — ao menos por enquanto.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA 10.10

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).