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Banco Central alemão diz que ‘o pior da crise deve ter ficado para trás’

Presidente do Bundesbank crê que Alemanha superou o momento mais delicado na economia; maior frigorífico do país suspende atividades após novos casos

Por Da Redação - 21 jun 2020, 15h20

Enquanto diversas cidades brasileiras ainda lidam com medidas restritivas para evitar a disseminação da pandemia de Covid-19, a Alemanha caminha para uma forte recuperação econômica. É o que acredita Jens Weidmann, presidente do Deutsche Bundesbank, o Banco Central alemão. Maior economia da zona do Euro,  a Alemanha reabriu seu comércio em abril, quando o número de casos confirmados da enfermidade se estabilizou. “Nos últimos meses, nós vivemos a crise econômica mais grave da história da Alemanha (do pós-guerra)”, disse Weidmann, em entrevista concedida ao jornal local Frankfurter Allgemeine Zeitung. “A boa notícia é que o pior deve ter ficado para trás e que as coisas devem melhorar.”

O presidente do Deutsche Bundesbank destacou, no entanto, que a recuperação deve ser “relativamente progressiva”, deixando claro que poderão haver percalços no caminho para a retomada econômica do país europeu. Weidmann expressou satisfação com os planos de resgate anunciados em Berlim para proteger empregos e empresas durante a pandemia de coronavírus na Alemanha, mas não deixou de criticar a política expansionista adotada pelo Banco Central Europeu (BCE) para mitigar os danos da crise.

Com os efeitos da pandemia, o governo da primeira-ministra Angela Merkel, tido como conservador, teve de mudar sua atuação e rompeu com o dogma de não criar novas dívidas, apresentando em março um grande plano de resgate de 1,1 trilhão de euros. No início de junho, o governo anunciou a liberação de 130 bilhões adicionais em dois anos para apoiar a oferta, em especial com uma redução do imposto sobre o valor agregado, mas também a demanda com subsídios às famílias.

Casos em frigoríficos

Segundo números da Organização Mundial da Saúde, a OMS, a Alemanha registrou até o momento 191.216 casos da enfermidade, com 8.961 mortes. Apesar disso, alguns focos de contágio do vírus são preocupantes. Na sexta-feira 19, o frigorífico Tönnies, localizado no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, fechou as portas por 14 dias depois que 1.029 de seus empregados apresentaram resultado positivo nos exames de rotina para Covid-19. Ao todo, ao menos 3.127 funcionários do maior frigorífico do país já foram infectados pela enfermidade. Definiu-se, então, que todos os 6.500 funcionários da fábrica em Rheda-Wiedenbrück entrem em quarentena obrigatória a partir da próxima semana. O contágio pela enfermidade em frigoríficos faz com que com o governo alemão estude impor regras mais rígidas ao setor.

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(Com Agência France-Presse)

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