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Balança comercial inicia o ano no vermelho: déficit recorde de US$ 4 bi

Em janeiro, exportações somaram 16,027 bilhões de dólares e as importações, 20,084 bilhões de dólares

Por Da Redação 3 fev 2014, 14h41

A balança comercial brasileira registrou déficit de 4,057 bilhões de dólares em janeiro – recorde histórico para o período, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O resultado veio melhor que o esperado por analistas, cuja projeção média era de déficit de 4,6 bilhões de dólares. No mês passado, as exportações somaram 16,027 bilhões de dólares e as importações, 20,084 bilhões de dólares, ainda segundo o ministério.

O Mdic informou que a média diária das exportações foi de 728,5 milhões de dólares, alta de 0,4% em relação ao mesmo período de 2013. Os embarques de manufaturados caíram 2,6%, enquanto a retração nas vendas de semimanufaturados foi de 5,8%. Por outro lado, as exportações de produtos básicos cresceram 5,3%.

No caso das importações, a média diária de janeiro de 2014 foi de 912,9 milhões de dólares, recorde histórico para meses de janeiro e 0,4% acima da média de janeiro de 2013.

O déficit da balança comercial é um dos principais componentes do rombo da conta de transações correntes, um dos principais indicadores da economia do país – e alvo de atenção dos investidores em relação ao Brasil. Essa conta prevê todas as transações financeiras, de bens e serviços feitas pelo Brasil com o exterior. No ano passado, tal indicador ficou negativo em 81 bilhões de dólares, impactado pelo aumento das importações e queda das exportações. Esse déficit, em geral, é coberto pelos investimentos estrangeiros diretos (IED), que somaram 64 bilhões de dólares em 2013 e não foram suficientes para equalizar a conta. Com isso, o Brasil terá de lançar mão de outros instrumentos de financiamento para arcar com o déficit – ou seja, contrair mais dívida.

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Exportações – As exportações de produtos básicos foram impulsionadas por petróleo em bruto, farelo de soja, bovinos vivos, carne bovina e minério de ferro. Por outro lado, nos manufaturados, a queda de 2,6% é explicada por uma redução nas vendas de açúcar refinado, etanol, automóveis de passageiros, autopeças e suco de laranja congelado.

A retração de 5,8% dos semimanufaturados ocorreu, principalmente, por conta da diminuição das exportações de ferro fundido, ouro em forma semimanufaturada, alumínio em bruto, semimanufaturados de ferro e aço e açúcar em bruto.

Os dados divulgados nesta segunda-feira mostram também que as exportações cresceram 17,4% para a Ásia, sendo que somente para a China o incremento foi de 27,7%. Para os Estados Unidos, a alta foi de 11,4%. Por outro lado, as vendas externas em janeiro caíram 6,2% para o Mercosul, sendo que a queda chegou a 13,7% para a Argentina. A retração das exportações do Brasil para a União Europeia foi de 5%.

(com agência Reuters)

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