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Bacen reduz para 3% sua previsão de crescimento em 2011

Por Da Redação 22 dez 2011, 15h15

Rio de Janeiro, 22 dez (EFE).- O Banco Central (Bacen) reduziu nesta quinta-feira sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2011 de 3,5% para 3%, e projetou uma expansão de 3,5% para 2012.

A decisão do organismo emissor de revisar para baixo sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ocorre três semanas depois de o governo admitir que, após oito trimestres consecutivos de expansão, a economia estagnou no terceiro trimestre em relação ao segundo.

A previsão do Banco Central para o crescimento neste ano está acima da estimada pelos economistas dos bancos privados (2,93%) e abaixo da calculada pelo Ministério da Fazenda (3,2%).

O organismo também projeta uma expansão para a economia em 2012 abaixo da esperada pelo próprio governo (entre 4% e 5%), segundo o relatório trimestral sobre a inflação que divulgou nesta quinta-feira.

Em seu relatório, o Bacen alertou que o atual processo de desaceleração da economia brasileira pode ser agravado pela crise econômica internacional.

‘As exportações são direta e negativamente afetadas pela desaceleração da economia mundial, o que resulta em menor volume de comércio. Por sua vez, os canais de crédito e confiança tendem a desacelerar o ritmo de crescimento de investimentos e do consumo domésticos’, adverte o organismo.

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Segundo o Banco Central, nos últimos meses, houve uma deterioração nas expectativas no cenário externo, com ‘novas reduções, generalizadas e de grande magnitude, nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos e no agravamento das condições financeiras em algumas das principais economias da zona do euro’.

A instituição alega que, apesar da crise internacional, o crescimento da demanda interna continuará favorecendo a economia brasileira graças ao aumento da renda e do crédito.

Apesar da estagnação da atividade econômica entre julho e setembro, o crescimento acumulado nos primeiros nove meses do ano no Brasil foi de 3,2%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 3,7%.

Tanto o governo como os analistas atribuem a estagnação do terceiro trimestre às medidas restritivas adotadas no início do ano – já suspensas – para frear a inflação e a crise econômica internacional, que reduziu a demanda de produtos brasileiros no exterior.

Quanto à inflação, o Banco Central admitiu no relatório divulgado nesta quinta-feira que há 54% de chances de o índice de preços ficar acima de 6,5%, que é o teto da meta oficial.

O governo assumiu a meta de terminar 2011 com uma inflação de 4,5%, mas este objetivo admite uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos, podendo assim chegar a um máximo de 6,5%. O Bacen, no entanto, acredita que a inflação ficará em 4,7% tanto em 2012 como em 2013. EFE

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