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Azul quer expandir malha para mais de 20 destinos em 2011

Entre os fatores atrativos para a Azul está a redução de ICMS. A empresa já voa com reduções de impostos em Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Bahia

Por Beatriz Olivon 18 jan 2011, 15h54

A Azul anunciou nesta terça-feira seu plano de expansão. A companhia aérea quer terminar 2011 com mais de 20 novos destinos – nem todos definidos. Em 2010, a empresa encomendou 40 jatos ATR 72-600, que devem ser recebidos somente no final do ano. Para driblar essa demora, no dia 1º de março, o jato ATR 72-200 começará a operar no país. As primeiras cidades atendidas serão São José do Rio Preto e Ribeirão Preto.”Essa frota vai ficar aqui o tempo necessário para a ATR entregar o 600″, disse Miguel Dau, vice-presidente técnico operacional, em encontro com jornalistas. A Azul diz que não ocorreu atraso na chegada dos ATR 600. Segundo a empresa, o prazo sempre foi esse, mas a aérea resolveu antecipar a chegada das aeronaves – usando, para isso, o modelo ATR 200.

“Essa foi a forma que encontramos de não perder tempo”, diz Dau. Os 40 ATRs da série 600 estão orçados em 850 milhões de dólares. Os aviões da série 200 são arrendados. A empresa estima voar, no máximo, 18 meses com eles. “Foi um bom preço”, afirmou David Neeleman, o fundador da companhia.

A ATR ofereceu essa possibilidade e entregou as aeronaves para a empresa operar enquanto espera o ATR 600. A capacidade de operação em pistas mais curtas do turboélice é melhor que a do jato, além de haver economia no consumo de combustível, segundo Dau.

Destinos – Os novos 20 destinos que a empresa quer abrir neste ano ainda não foram definidos. Há cerca de 40 cidades em análise. “Estamos fazendo uma concorrenciazinha também entre as cidades”, diz Neeleman. “Não queremos dinheiro deles, mas apoio dos líderes para ver para quais cidades iremos”, afirma.

Entre os fatores atrativos para a Azul está a redução de ICMS. A empresa já voa com reduções de impostos em Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Bahia. Nem todas essas novas cidades terão suas rotas operadas por ATRs – onde o tempo de voo for maior, serão usados jatos da Embraer “porque tem televisão”, diz Neeleman.

Com a chegada do ATR, a Azul parte de uma frota com somente um tipo de avião, jatos da Embraer, para dois tipos e, assim, começa a realizar um novo tipo de conexão de linhas. OS ATRs vão alimentar o trabalho dos jatos e distribuir os passageiros, segundo a empresa. Com os novos voos para Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, haverá cerca de 500 passageiros por dia, nas duas cidades. Dos três ATRs que vão chegar, dois farão os vôos para essas cidades e um ficará de reserva.

Em Viracopos, a empresa possui cerca de 70 voos por dia e, no fim do ano, espera chegar a 130. Para isso, a empresa trabalha com a Infraero, para ter mais balcões de check in e pátios. “Tem espaço para nosso crescimento esse ano; para o próximo, temos que fazer mais coisas, mas estamos trabalhando com a Infraero e estamos felizes com o que ouvimos da presidente Dilma sobre isso”, diz Neeleman.

IPO – A empresa não descarta a possibilidade de abrir o capital em 2011, mas não tem uma data fechada para isso. “A gente vislumbra o IPO, mas não tem data para isso. Estamos trabalhando para nos capacitar para a hora oportuna, que também depende das condições de mercado”, diz.

A empresa começou 2010 com 15 aviões e fechou com 26 aviões. Em relação ao plano de negócios original, a empresa diz estar 30% a 35% acima. Em 2010, a Azul dobrou de tamanho em relação a 2009 e, segundo a empresa, fechou o ano com cerca de 7,3% de participação no mercado. A empresa mantém a previsão – e a vontade – de obter lucro em 2011.

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