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Azul fixa teto de 999 reais para passagens na Copa — mas perderá R$ 20 mi

Valor limite será estabelecido por trecho para qualquer destino do país (não apenas as cidades-sede)

Por Da Redação - 8 jan 2014, 13h44

A Azul Linhas Aéreas informou nesta quarta-feira que adotará a tarifa-teto de 999 reais por trecho para passagens aéreas durante a Copa do Mundo. A ação valerá para todos os voos da companhia, para qualquer destino (não apenas as cidades-sede), durante o período da Copa.

A tarifa-teto poderá significar uma perda de 20 milhões de reais no faturamento da empresa em 2014, informou o presidente da companhia, David Neeleman, em coletiva de imprensa. A companhia não informou se a estratégia implicará no aumento de preços de passagens para outros destinos do Brasil para compensar as perdas com o teto de 999 reais. Tampouco foram divulgados detalhes sobre a tarifa: se se aplicará somente a voos com escalas ou com à compra de trechos completos (ida e volta).

A decisão da companhia ocorre meses depois de o governo afirmar que “ficará de olho” nos preços das passagens aéreas no período da Copa. Em outubro do ano passado, os preços de trechos para as cidades-sede no mês de julho de 2014 já mostravam aumentos de cerca de 1.000%. O salto dos valores fez com que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se pronunciasse afirmando que deverá monitorar os preços cobrados, mas não poderá “controlá-los”.

A resposta da agência reguladora foi dada ao pleito do presidente da Embratur, Flávio Dino, que, à época, sugeriu à Secretaria de Aviação Civil (SAC) que determinasse um teto para a cobrança dos preços durante a Copa. O diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, no entanto, afirmou que o limite tarifário feria a legislação do órgão. “A lei da Anac estabelece a liberdade tarifária. Nós agimos dentro do que está a determinação legal. Qualquer outro debate tem de ser feito e eventualmente fazer alguma alteração na legislação”, ressaltou.

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A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que o governo poderá autorizar, por meio de Medida Provisória, que empresas estrangeiras operem voos domésticos no Brasil no período da Copa, com o objetivo de aumentar a concorrência e, assim, promover a queda nos preços.

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A Anac informou na terça-feira que as cidades que devem ter maior ampliação na oferta de assentos: Cuiabá, com alta de 48%, Campinas e Guarulhos, que se consolidam como centros de distribuição de passageiros pelo país, com altas de 41,6% e 36,5%, respectivamente. Natal, Fortaleza, Recife, Salvador, e Rio de Janeiro também aparecem na lista de cidades com ampliação da oferta de assentos, com altas entre 13% e 27% no número de voos.

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(com agência Reuters)

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