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Azul deverá iniciar voos para o Mercosul em 2012

O primeiro destino internacional da comanhia será Punta del Este, no Uruguai

A companhia aérea Azul avalia iniciar voos internacionais para a região do Mercosul entre o final de 2012 e início de 2013, afirmou nesta quarta-feira o vice-presidente de planejamento da empresa, Trey Urbahn.

A empresa deve começar sua operação internacional com um primeiro voo regular para Punta del Leste, no Uruguai, afirmou o executivo. Ele citou ainda como interesse da Azul cidades menores da Argentina como Córdoba, Mendoza e Bariloche, além de Montevidéu, no Uruguai.

“Buenos Aires já está muito bem servido (por outras empresas), então estamos avaliando cidades secundárias da Argentina”, disse Urbahn. Apesar de a Azul já ter possibilidade de começar a operar voos no Mercosul, o executivo afirmou que a empresa ainda não tem um número de aeronaves suficiente. Segundo ele, para ter uma “presença mais forte (nos voos internacionais) precisamos de pelo menos 4 aeronaves.”

Aumento da frota – Para 2012, a Azul vai ampliar sua frota em algo entre 8 e 10 jatos da Embraer e 9 a 10 aviões turboélice da francesa ATR, disse o executivo a jornalistas. A frota atual da Azul é formada atualmente por 49 aviões, dos quais 38 jatos e 11 ATRs. Segundo Urbahn, a operação internacional pode se dar a partir de Porto Alegre, de modo a facilitar o alcance dos jatos da Embraer, mas “(o aeroporto de) Viracopos, em Campinas (SP), pode servir muitas cidades do Mercosul”.

O executivo comentou que a Azul tem interesse em operar aviões maiores, como o Airbus A320, mas para a empresa ter eficiência precisaria de uma frota de pelo menos 10 aviões do modelo. O uso de aeronaves maiores se adequaria mais para rotas mais longas, como Viracopos – Salvador ou Santos Dumont (RJ) – Viracopos. Ele não comentou quando a Azul poderia fazer uma encomenda junto à Airbus ou à Boeing.

Em novembro, o fundador da companhia aérea, David Neeleman, afirmou que a Azul poderá ter aviões maiores, mas apenas depois de 2015. Urbahn comentou que parte dos novos aviões que a Azul receberá em 2012 servirão para reforçar seus serviços no Sul do país, com mais frequências, e que a companhia não “está mais tão dependente de preço e de tirar gente das grandes cidades. Estamos focados em rentabilidade”.

Recuperação em 2012 – Diante disso, e dos custos ainda elevados de combustível, a companhia estima um cenário propício em 2012 para recuperação de preços de passagens no Brasil. A avaliação da empresa é que a oferta de assentos no ano que vem pela indústria vai crescer ligeiros 4 a 5%o, enquanto o aumento da demanda “talvez não seja maior que (a média de) quatro vezes o PIB”.

“Achamos que o ambiente para o ano que vem está muito bom. Gol e TAM não estão aumentando muito a oferta. Temos mais racionalidade agora”, disse Urbahn em referência aos preços de passagens aéreas para o próximo ano.

Abertura de capital – A Azul é atualmente terceira maior companhia aérea do Brasil em participação de mercado, encerra o terceiro ano de existência e não descarta a abertura de seu capital no futuro, mas por enquanto essa possibilidade está fora do radar da empresa. Para Gianfranco Panda Beting, diretor de Comunicação e Marketing da companhia aérea, a ideia é não tomar tal medida “enquanto o mercado estiver tóxico”. “Vender uma parte da empresa a preço baixo, em um ambiente nocivo, não é negócio”, ressaltou

O vice-presidente comercial da Azul, Paulo Nascimento, disse que a empresa não deve abrir seu capital agora porque tem uma posição de caixa confortável para continuar crescendo. “Também já temos o financiamento garantido para os aviões que vamos receber em 2012”, afirmou.

Questionados se a Azul pretende fazer parcerias como a recente firmada entre a Delta e a Gol ou aquisições como a da Gol, que comprou a Webjet, os executivos disseram que a Azul continuará, por enquanto, crescendo sozinha, de forma orgânica.

(Com Reuters e Agência Estado)