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‘Azevêdo poderá conduzir a OMC numa direção mais dinâmica e justa’, diz Dilma

Em nota, presidente fala que o novo diretor-geral poderá dar um impulso equilibrado e vigoroso ao comércio mundial

Após a escolha do brasileiro Roberto Azevêdo como presidente da Organização do Comércio (OMC), a presidente Dilma Rousseff afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira, que o governo recebe com satisfação a escolha do diplomata. Ela também agradeceu os votos recebidos de “governos de todo o mundo”.

Para Dilma, Azevêdo poderá “conduzir a Organização na direção de um ordenamento econômico mundial mais dinâmico e justo”. “Ainda sofrendo os efeitos da crise mundial iniciada em 2008, caberá à OMC nos próximos anos dar um novo, equilibrado e vigoroso impulso ao comércio mundial”, disse a presidente.

Apesar de valorizar a escolha de um brasileiro, Dilma afirmou que “essa não é uma vitória do Brasil, nem de um grupo de países, mas da Organização Mundial do Comércio”.

O anúncio da escolha de Azevêdo foi feito informalmente nesta terça-feira pelo Itamaraty. A confirmação oficial acontecerá na próxima quarta-feira. O brasileiro assumirá o cargo em setembro e liderará a OMC por quatro anos.

O novo presidente da OMC – Aos 55 anos e com uma consolidada carreira diplomática, Roberto Azevêdo começou no Itamaraty em 1984 e ocupou cargos no Ministério das Relações Exteriores por quase 25 anos. No cargo de embaixador brasileiro da OMC desde 2008, Azevêdo venceu candidatos de oito países na OMC – o último deles foi o mexicano Herminio Blanco, que chegou à fase final da escolha junto com o brasileiro.

Nos últimos dez anos, a estratégia comercial do Brasil pôs ênfase exclusiva no multilateralismo, e Azevêdo é um dos defensores dessa política, que preza uma maior integração entre as nações, em vez da negociação de acordos bilaterais ou entre blocos limitados de países.

Apesar de “quixotesco”, já que necessita de um consenso pleno entre todos os países da OMC, sendo eles ricos, pobres ou emergentes, o multilateralismo talvez precise ter em seu cargo mais alto exatamente um evangelizador como Azevêdo. A instituição idealizada após a Segunda Guerra, mas só tirada do papel em 1995, tem desempenhado um papel importante na mediação de conflitos comerciais entre países, mas ainda precisa mostrar que pode ser algo mais que esse fórum de arbitragem.

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