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ATUALIZA 1-Candidato mexicano quer listagem da Pemex em bolsa

Por Da Redação - 9 abr 2012, 19h31

(Texto atualizado com mais informações)

CIDADE DO MÉXICO, 9 Abr (Reuters) – O candidato favorito para ganhar a presidência do México, Enrique Peña Nieto, disse que é necessário aumentar a participação do capital privado na estatal de petróleo Pemex para torná-la mais eficiente, como parte de uma reforma que prevê no futuro até mesmo listagem da empresa em bolsa de valores.

Peña Nieto, candidato de oposição do Partido Institucional Revolucionário (PRI), disse que as medidas tomadas pela Petrobras do Brasil seriam um modelo para a Pemex, monopólio estatal, em cujas mãos está a exploração de hidrocarbonetos no país.

Ele disse que o México precisaria de uma reforma constitucional mais profunda da que ocorreu em 2008, que abriu o nacionalizado setor ao capital privado, medida vista por ele como vital para atrair grandes empresas de petróleo para as águas profundas no Golfo do país.

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Mas ele afirma que a Pemex deverá se manter nas mãos do governo mexicano.

O exemplo do Brasil, que gradualmente abriu a Petrobrasaos investidores privados na década de 1990 e introduziu reformas que tornaram a empresa mais eficiente, serve bem à Pemex, disse ele.

“A experiência bem sucedida da Petrobras, sem dúvida, tornou-se uma grande referência. Acho que há muito a aprender com essa experiência”, disse Pena Nieto em entrevista à Reuters na segunda-feira.

O político, que lidera as pesquisas de preferência para as eleições de 01 de julho, disse que depois de ter alcançado uma maior eficiência na Pemex, a estatal poderia considerar a abertura de capital aberto no futuro.

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Peña Nieto disse que o envolvimento privado na produção, exploração e refino de petróleo é necessário para transformar o gradualmente o setor e só depois a empresa poderia estar pronta para vender ações.

“Trata-se de fazer do Estado, e Pemex em particular, eficiente”, disse ele sobre suas políticas energéticas. Ele acrescentou que a listagem poderia acontecer durante o seu governo ou no próximo.

(Reportagem de Angel Gutiérez e Simon Gardner)

REUTERS LC FC

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