Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Atrasos em obras custaram R$ 10,8 bi ao setor elétrico

Segundo presidente de associação, demora na entrega de projetos forçou as distribuidoras a comprar energia mais cara no mercado de curto prazo

Por Da Redação 30 jan 2015, 02h44

Os atrasos e a não entrega de obras de geração de energia custaram 10,8 bilhões de reais ao setor elétrico entre o início de 2013 e o fim de 2014, disse nesta quinta-feira o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite. Segundo ele, o atraso das obras está associado às decisões liminares da Justiça que protegem os geradores de serem responsabilizados.

Leia também:

BC projeta alta de 27,6% nas contas de luz neste ano

Aneel adia de novo prazo para elétricas pagarem dívida

De acordo com o presidente da Abradee, esses custos bilionários foram pagos, principalmente, por recursos da chamada conta ACR, criada para cobrir a exposição involuntária das distribuidoras de eletricidade. Como a energia não foi entregue no prazo combinado, as distribuidoras acabaram tendo que comprar energia no mercado de curto prazo a preços mais altos.

Como os valores da conta ACR serão pagos pelos consumidores a partir dos reajustes de tarifa deste ano, Leite afirma que se houver uma solução, inclusive na Justiça, os consumidores poderão ter um alívio nos aumentos de tarifa já programados para 2015. “É justo que os responsáveis pelo atraso paguem a conta”, disse o presidente da Abradee após tratar do assunto com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Entre os atrasos citados por Fonseca Leite estão os das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau e projetos do grupo Bertin.

Resposta – Em nota na noite desta quinta-feira, a Santo Antônio disse que começou a operar comercialmente em 30 de março de 2012, nove meses antes do previsto no cronograma original. “Portanto, não há atraso”, afirmou. A empresa disse ainda que encerrou 2014 com 32 turbinas em operação, uma capacidade para gerar cerca 2.300 megawatts. Em novembro de 2016, a usina terá 50 turbinas em operação, elevando sua capacidade de geração para 3.568 megawatts, com investimento superior a 20 bilhões de reais.

(Com agência Reuters)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)