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Ativistas querem que petrolíferas paguem por incêndios na Europa

As petrolíferas argumentam que as ações contra elas são politizadas e negam responsabilidade direta pela crise climática

Por Redação 4 ago 2026, 16h54
Ativistas querem que petrolíferas paguem por incêndios na Europa Priorizar nos meus resultados Google

Ativistas climáticos defendem que as grandes petrolíferas sejam responsabilizadas financeiramente pelos incêndios florestais e pelas ondas de calor que atingem a Europa. Estima-se que as oito maiores empresas de petróleo do mundo lucraram mais de 90 bilhões de dólares em apenas três meses com a alta da commodity causada pela guerra no Irã. O valor é mais do que o dobro do registrado de abril a junho do ano passado. Enquanto isso, os fenômenos climáticos extremos, atribuídos justamente às emissões de poluentes causadas pela queima de combustíveis fósseis, destroem a paisagem europeia e provocam mortes em uma nova onda de calor.

O argumento das organizações como o Greenpeace é que o aumento das emissões de combustíveis fósseis ajuda a agravar eventos climáticos, enquanto os custos dessas crises acabam recaindo sobre governos e populações. A pressão do movimento ambiental se apoia em estimativas de que o setor lucrou fortemente com a instabilidade geopolítica.

Os impactos na Europa já são expressivos. Segundo análise do jornal britânico Financial Times, o custo total dos incêndios que afetam a Europa neste verão já chega a 3,5 bilhões de dólares, com quase 500 mil hectares queimados desde o início da temporada em cinco países (Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Romênia).

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Patrick Galey, da ong Global Witness, disse que as petrolíferas lucram com a “miséria humana”, em referência às guerras, famílias comuns pagam o preço da prioridade dada ao petróleo sobre um mundo mais habitável.

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Para os ativistas do clima, parte dos ganhos extraordinários das petrolíferas deveria ser canalizada para adaptação climática, prevenção de incêndios e recuperação das áreas destruídas. As petrolíferas normalmente respondem com duas linhas principais de defesa: dizem que as ações contra elas são politizadas e negam responsabilidade direta pelos incêndios.

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