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Atividade econômica de maio aponta forte recuperação na Europa

PMI marcou 56,9 na União Europeia foi o mais alto desde 2018; no Reino Unido, o índice Flash composto de 62 bateu o maior recorde desde 1998

Por Luisa Purchio Atualizado em 21 Maio 2021, 16h17 - Publicado em 21 Maio 2021, 11h38

Dados divulgados na manhã desta sexta-feira, 21, pela IHS Markit apontam forte aceleração da atividade econômica na União Europeia em maio. O relatório Flash PMI Composite, cujos resultados preliminares no mês correspondem a aproximadamente 85% do relatório final, aponta um PMI de 56,9 na região, o mais alto desde fevereiro de 2018 e o terceiro mês consecutivo de crescimento. Quando o número está acima de 50, isso significa que o setor está se expandindo.

“A demanda por bens e serviços está crescendo na taxa mais acentuada em 15 anos em toda a zona do euro, conforme as regiões continuam a se reabrir das restrições relacionadas à Covid. As medidas de contenção ao vírus foram atenuadas em maio para o menor patamar desde outubro, facilitando uma melhoria especialmente acentuada nas atividades empresariais do setor de serviços, que têm sido acompanhado por mais uma expansão quase recorde”, diz Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit.

O crescimento teria sido ainda maior caso não houvesse o descompasso entre a demanda e a oferta que causaram atrasos recordes na cadeia de abastecimento. O déficit da produção em relação à demanda foi a maior subida dos últimos 23 anos da pesquisa, o que ocasionou a maior alta de preços para o setor de serviço de toda a pesquisa.

Reino Unido

Assim como a recuperação da UE, o Reino Unido também se recupera.  O índice Flash composto do país em maio ficou em 62, acima do índice de 60 do mês de abril e o recorde desde janeiro de 1998. Já o índice Flash composto ligado à atividade empresarial de serviços veio em 61,8, ante 61 em abril, e índice Flash ligado à manufatura foi de 63,2, ante 59,2 em abril, ambos na maior alta em sete anos.

  • “Um forte influxo de novos trabalhos de clientes domésticos e para exportação sinalizaram o fim de um mercado reprimido pela Covid-19. A criação de empregos também se expandiu no ritmo mais rápido desde junho de 2014”, diz Duncan Brock, diretor de grupo da CIPS. “À medida que o setor de serviços se abriu ainda mais, a pressa para assegurar a mão de obra deu origem ao aumento mais rápido de empregos desde maio de 2015 e as empresas competiram para desenvolver a capacidade de suas operações pagando salários mais elevados”, diz ele.

    A acentuada alta na demanda também causou uma alta de preços e, no setor de manufatura, a inflação atingiu o nível mais alto desde 1992, com 76% dos gerentes da cadeia de suprimentos pagando mais caro pelos insumos.

     

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