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Ata do Copom: incertezas sobre atividade levaram a “último ajuste”

Segundo colegiado responsável pela política monetária do país, a taxa de juros básica ficará em 7,25% este ano

Por Da Redação 18 out 2012, 09h06

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que votaram na última reunião a favor do corte da Selic de 0,25 ponto percentual para 7,25%, argumentaram que restavam incertezas quanto à velocidade de recuperação da atividade e que o cenário prospectivo para a inflação ainda comportava um “último ajuste” nas condições monetárias.

Os cinco membros do Copom que votaram pela redução da Selic para 7,25% ao ano avaliam que o cenário prospectivo para a inflação ainda comportava um último ajuste nas condições monetárias, segundo a ata divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central. Para esses cinco membros, restavam incertezas quanto à velocidade de recuperação da atividade.

Segundo eles, as incertezas sobre a recuperação do crescimento econômico decorriam, em grande parte, das perspectivas de que o período de fragilidade da economia global seja mais prolongado do que se antecipava. O colegiado também entende, segundo a ata, que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta.

Além disso, o grupo destacou que as recentes pressões de preços decorrem, principalmente, de choques de oferta, internos e externos, que tendem a reverter no médio prazo. Os cinco que fazem parte desse grupo são o presidente Alexandre Antonio Tombini e os diretores Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim.

Resistentes – Pela primeira vez, a ata do Copom explicitou a percepção dos diretores dissidentes que votaram pela manutenção da taxa básica de juros em 7,50% na semana passada. Em apenas um parágrafo, o BC resumiu que na avaliação dos diretores Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques, grupo que foi contrário à redução da Selic, a recuperação da atividade tende a ser sustentada pelos impulsos monetários, fiscais e creditícios já introduzidos na economia.

Para esse grupo, eventualmente, pressões de demanda e de custos poderão incidir sobre a inflação. Na visão desses três membros do Comitê, o cenário prospectivo para a inflação não recomendava um ajuste adicional nas condições monetárias.

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Atividade – Em agosto, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – dado que representa uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país – mostrou que a economia brasileira segue sua trajetória de recuperação, mas lenta. O indicador divulgado nesta quinta-feira pelo BC subiu em agosto pelo quinto mês consecutivo e apresentou o melhor desempenho em 17 meses. O IBC-Br registrou alta de 0,98% em agosto na comparação com julho, na série com ajuste sazonal.

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(com agência Reuters)

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