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Ata do Copom dissipa tensão com posições técnicas, diz Haddad

Divisão de diretores quanto ao tamanho do corte de juros gerou tensão no mercado sobre possibilidade de interferência na política monetária

Por da Redação
Atualizado em 14 Maio 2024, 12h46 - Publicado em 14 Maio 2024, 12h08

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou como “muito técnica” a ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), divulgada nesta terça-feira, 14. O documento era muito aguardado pelo mercado após uma divergência na decisão, que opôs os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diretores antigos no nível do corte da taxa. Na reunião, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, chegando a 10,5% ao ano.

 “Muito técnica a ata, muito adequada e está em linha com o que eu de fato esperava. Eu entendia que eram duas posições técnicas, respeitáveis, e a ata deixou claro que os argumentos de lado a lado eram pertinentes e defensáveis. Foi bom, na minha opinião”, avaliou o ministro ao ser questionado por jornalistas. 

Na quinta-feira, um dia após a reunião do Copom, a bolsa fechou em queda e o dólar em alta devido o aumento de preocupações de investidores quanto a influências políticas na condução da política monetária. Ao final deste ano, Lula indica o restante da diretoria ao BC, inclusive o presidente. Desde 2021, a autarquia conta com autonomia e o mandato da diretoria não é mais concomitante com o do Presidente da República.

Segundo Haddad, a divulgação da ata ajudou a dissipar a tensão no mercado trazida pela divisão dos diretores. “Tinha mais rumor do que verdade. Está tudo tranquilo lá”. No documento, a parte dissidente, que preferia um corte de 0,5 ponto, ponderou sobre a credibilidade dos comunicados do comitê, já que na reunião anterior havia uma sinalização de corte de meio ponto neste encontro. No entanto, os diretores reconheceram a mudança de cenário, que exige uma abordagem mais cautelosa da política monetária.

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