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Profissões que mais contrataram e as que mais demitiram em 2017

Por ocupação, a profissão de pedreiro foi a que mais sofreu com a redução de emprego formal em 2017

Por Da redação - Atualizado em 26 jan 2018, 14h48 - Publicado em 26 jan 2018, 13h48

O Brasil perdeu 20.862 vagas de trabalho com carteira assinada em 2017. Foi o terceiro ano seguido de redução de emprego formal no país. Esse resultado é a diferença entre o total de contratações e demissões realizadas no ano passado, registradas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho.

Ao separar os dados por ocupação, é possível identificar que a demissão de pedreiros puxou a lista de fechamento de vagas em 2017, com saldo negativo de 31.818 vagas. Isso reflete o mau desempenho do setor de construção civil, que liderou a perda de vagas – foram fechados 103.968 postos no ano. Na sequência, os empregos mais eliminados foram os de supervisor administrativo (26.983) e gerente administrativo (22.826).

No lado oposto, a função de alimentador de linha de produção aparece no topo da lista das que registraram crescimento no número de vagas no ano, com abertura de 90.279 postos formais. Apesar de a profissão liderar o aumento de vagas, o setor da indústria da transformação teve queda de 19.900 empregos formais no último ano.

Em seguida, no ranking de aumento de vagas vêm as funções de faxineiro (34.377) e atendente de lojas e mercados (26.949). Os setores de serviços e comércio registraram alta em 2017, com 40.087 e 36.945 admissões a mais que demissões, respectivamente.

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Apesar da queda no total de vagas, o Ministério do Trabalho considera que o resultado no ano foi bom, pois a redução foi bem menor que nos anos anteriores – 1,5 milhão em 2015 e 1,3 milhão em 2016. Especialistas preveem que, com a recuperação da economia sustentada principalmente na volta do consumo das famílias, o mercado de trabalho deve continuar apresentando melhoras em 2018, mas em ritmo lento. A estimativa é de que haja maior formalização no ano, diante de uma recuperação de emprego baseada na informalidade e no trabalho por conta própria em 2017.

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