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As novas apostas para a alta dos juros nos Estados Unidos

Diante dos dados de inflação, o mercado aguarda para saber se o Federal Reserve vai contrariar Trump

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 09h59 | Atualizado em 14 jul 2026, 10h00
As novas apostas para a alta dos juros nos Estados Unidos Priorizar nos meus resultados Google

O petróleo volta a escalar nesta terça-feira com a continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã, o novo fechamento do Estreito de Ormuz e a ameaça de Donald Trump de impor tarifas de 20% sobre cargas que cruzarem a passagem que ele não controla. Nesta manhã, o barril do brent avança quase 4%, para US$ 86.

A insanidade do conflito, que pesa sobre a inflação global, faz o mercado financeiro antecipar a alta de juros nos Estados Unidos para setembro em vez de dezembro, o que causa um rearranjo no fluxo de recursos no mercado financeiro global.

Investidores ficam cada vez mais dependentes do que ocorre nos Estados Unidos. Não à toa, esta terça-feira será crucial para os mercados. Primeiro porque sai hoje o CPI de junho, com alguma chance de alívio na inflação graças ao período de alguma trégua entre EUA e Irã, que vinha arrefecendo as expectativas para o preço dos combustíveis.

A segunda é a primeira fala pública de Kevin Warsh como presidente do Fed ao Congresso americano. Suas declarações têm apontado para um compromisso com o controle da inflação. O que o mercado financeiro entende é que ele estaria disposto a contrariar Donald Trump e subir as taxas de juros do país.

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Os futuros das bolsas americanas começam o dia sem direção única, com destaque para a alta da Nasdaq. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, ensaia recuperação após queda na véspera, causada pela piora no conflito no Oriente Médio. Para além da inflação, o destaque nos EUA é a abertura da temporada dos resultados financeiros dos bancos. Já a agenda doméstica é fraca, com destaque para o levantamento de safra, em um cenário em que o Super El Niño pode afetar a produção de alimentos. Bons negócios.

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