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As demandas de grandes empresários brasileiros para Lula e Bolsonaro

Além da pauta reformista, donos de grandes companhias querem a recriação do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, extinto pela superpasta de Guedes

Por Victor Irajá Atualizado em 23 mar 2022, 14h27 - Publicado em 23 mar 2022, 10h00

Um grupo formado por doze grandes empresários brasileiros se reuniu para um almoço na semana passada na casa de um dos representantes do setor produtivo para definir uma agenda de propostas, que será levada aos principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o presidente Jair Bolsonaro, do PL. A lista, formada por doze pontos, abrange temas como as reformas administrativa e tributária, a política de preços da Petrobras e as privatizações, mas há um ponto visto como primordial pelo grupo: a recriação do Ministério de Indústria, Comércio e Serviços.

A leitura premente na reunião foi de que, sob o guarda-chuva do ministro da Economia, Paulo Guedes, o grupo perdeu influência e poder de ação, por não ter um representante do setor e ter o status de secretaria, não de ministério. No início do governo, Guedes abarcou em seu superministério diversas pastas da área econômica. Sob a batuta dele, foram aglutinados os ministérios da Fazenda, Planejamento, Previdência e Trabalho e Indústria e Comércio. No decorrer do tempo, o ministro perdeu o comando do Ministério do Trabalho para um “aliado de primeira hora” do presidente, o ministro Onyx Lorenzoni, além de sofrer as pressões durante quase todo o governo para a recriação do Planejamento.

Durante a reunião de mais de oito horas em São Paulo, os empresários definiram as demandas e quais representantes levarão, pessoalmente, as propostas para Lula e Bolsonaro. Eles decidiram que os escolhidos serão diferentes, para não provocar intrigas ou desconforto entre as campanhas. O texto também será apresentado aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). As datas dos encontros serão definidas no começo de abril.

Em condição de anonimato, um dos empresários disse a VEJA que as intenções envolvem apresentar projetos suprapartidários e garantir apoio à agenda antes das eleições — exatamente pela confiança de que conseguirão mais sucesso desta forma.

Este representante afirma que, se encontrará dificuldades, por exemplo, de conquistar um compromisso de Lula em torno das privatizações, almeja pelo menos garantir apoio em torno das reformas estruturais e da recriação do Ministério que represente os setores — com um nome, se não escolhido, referendado pelos empresários. O grupo deve apresentar uma lista de possíveis nomes para a pasta. O argumento envolve o fato de que ministérios setoriais comandados por técnicos têm resultados mais expressivos, mesmo sem renegar a nomeação política. “A Agricultura sempre teve nomes como os de Blairo Maggi ou Tereza Cristina, políticos, mas que entendem o setor”, compara um empresário. “Existem bons nomes e precisamos deste comprometimento”, conclui.

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