ASSINE VEJA NEGÓCIOS

As contas do governo sobre o impacto do tarifaço dos EUA

Ministros se reuniram na tarde desta quinta para apresentar o posicionamento do governo e detalhar medidas em resposta à taxa

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 19h02 | Atualizado em 16 jul 2026, 19h03
As contas do governo sobre o impacto do tarifaço dos EUA Priorizar nos meus resultados Google

A nova tarifa de 25% confirmada na quarta-feira, 15, pelo governo dos Estados Unidos, a ser paga por parte dos produtos brasileiros, irá atingir cerca de 18% de tudo o que o Brasil exporta para lá, já consideradas todas as exceções que foram listadas pela medida. A conta foi apresentada na tarde desta quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Em valores, isso corresponde a até 7,4 bilhões de dólares, se forem consideradas exportações aos EUA antes do tarifaço, em 2024. Já em 2025, quando as vendas para o país de Donald Trump já tinham murchado, por conta justamente da primeira rodada de tarifas, isso significa um total na ordem de 5,8 bilhões de dólares, de acordo com o ministro Marcio Elias Rosa, do Mdic. O ministro falou durante uma coletiva realizada nesta tarde por ministros e autoridades do governo federal para apresentar os impactos e as medidas planejadas em reação ao novo tarifaço.

Nas exportações totais, que bateram recorde em 2025 e chegaram a quase 350 bilhões de reais no ano passado, os valores informados por Elias Rosa representam perto de 1,7%. Em queda desde o início dos tarifaços, no início do ano passado, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras atingiu o menor valor em 2025, tendo caído de 12%, em 2024, para perto de 9% já em 2025.

Resposta do governo

Ministros e autoridades do governo federal se reuniram na tarde desta quinta-feira, 16, para apresentar, em uma coletiva à imprensa, o posicionamento do governo e também detalhar as ações que estão sobre a mesa em resposta ao novo tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entre as principais medidas anunciadas, está a ampliação do Brasil Soberano, programa que foi criado no ano passado para auxiliar as empresas atingidas pelas tarifas que já tinham chegado a ser impostas em 2025, e que ganhará uma nova rodada, voltada às empresas que voltam a ser prejudicadas.

Continua após a publicidade

Além disso, os ministros também informaram que serão abertas as reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para decidir quais medidas de retaliação poderão ser tomadas, por meio da Lei da Reciprocidade Econômica. Trata-se de um mecanismo legal novo, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que permite ao Executivo adotar uma série de medidas sobre países que considerar terem ferido as regras conjuntas ou internacionais de comércio.

Novo Brasil Soberano

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo já tem pronto o conjunto de medidas que deverá compor a nova rodada do programa Brasil Soberano, que deverá ampliar os auxílios às empresas dos setores que serão atingidos pelo novo tarifaço.

“O governo federal desde sempre esteve ao lado da nossas empresas, e vamos seguir fazendo o que for possível”, disse Durigan. “Já temos prontos os mecanismos de proteção às nossas empresas e nossos empregos, e os setores afetados serão chamados para conversar. Ampliaremos e reforçaremos o plano Brasil Soberano”, acrescentou.

Continua após a publicidade

“Os setores que foram atingidos terão atendimento prioritário do governo federal, como foi nas edições anteriores do Brasil Soberano”, acrescentou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa.

Reciprocidade em discussão

O governo já havia informado, em seu primeiro comunicado em resposta ao anúncio das tarifas, na noite da quarta-feira, que vai acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à nova política americana. De acordo com os ministros, serão iniciadas as discussões para decidir a melhor maneira de fazer o seu uso.

“Esta lei foi aprovada por unanimidade no Congresso Nacional no ano passado, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Continua após a publicidade

“Levaremos esse grupo de ministros ao presidente Lula para discutir  a retomada do processo de reciprocidade, e o presidente Lula nos dará as orientações a respeito disso”, acrescentou Durigan.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).