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Arrecadação soma R$ 98,8 bi em julho – pior resultado no mês desde 2010

Economistas projetavam receitas de R$ 100 bilhões com impostos e contribuições. Fisco espera que agosto salve a conta com o Refis

Por Da Redação 22 ago 2014, 14h47

O governo federal arrecadou 98,82 bilhões de reais em impostos e contribuições em julho, informou a Receita Federal nesta sexta-feira. Este é o pior resultado para meses de julho desde 2010 e é 1,60% menor do que o mesmo mês do ano passado, mesmo quando se desconta a inflação do período. Em relação a junho deste ano, a arrecadação apresentou uma alta real de 8,12%. Analistas esperavam 100 bilhões de reais no mês passado.

A arrecadação das chamadas receitas administradas pela Receita Federal somou 92,76 bilhões de reais em julho, uma queda real (descontada a inflação) de 2,27% ante o mesmo mês de 2013. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de 6,06 bilhões de reais, alta de 9,87% ante o mesmo período do ano anterior.

No acumulado de janeiro a julho de 2014, o pagamento de tributos somou 677,41 bilhões de reais, praticamente o mesmo visto no mesmo período de 2013. A Receita informou que espera que ocorra um pico de arrecadação em agosto, com o recolhimento de um valor entre 13 bilhões e 14 bilhões de reais relativo ao pagamento do Refis.

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Meta – O governo já admitiu informalmente que não vai cumprir a meta de superávit primário (economia feita para pagamento de juros da dívida) deste ano, de 99 bilhões de reais, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Nem mesmo a adesão de empresas ao Refis, que é o programa de financiamento de dívidas tributárias da Receita, é suficiente para estimular o aumento da arrecadação.

Numa tentativa de controlar os gastos, o Tesouro tem usado expediente perigoso: tem atrasado repasses referentes a verbas de programas sociais à Caixa, impondo ao banco estatal o ônus.

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Desonerações – A Receita divulgou ainda que a renúncia fiscal com desonerações tributárias somou 58,81 bilhões de reais de janeiro até julho, valor 39,18% maior que os 42,26 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Só em julho deste ano, a renúncia foi de 8,11 bilhões de reais, número 19,78% maior que o registrados no mesmo mês de 2013 (6,769 bilhões de reais).

A desoneração referente à folha de salários somou 10,97 bilhões de reais de janeiro a julho de 2014, sendo 1,65 bilhão de reais referente ao mês passado.

(Com agência Reuters)

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