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Arrecadação federal soma R$ 105,9 bilhões em abril

Segundo dados da Receita Federal, número representa alta de 0,93% sobre o mesmo mês do ano passado

Por Da Redação 26 Maio 2014, 10h51

(Atualizado em 11h55)

O governo federal arrecadou 105,88 bilhões de reais em impostos e contribuições em abril, informou a Receita Federal nesta segunda-feira, alta de 0,93% sobre o mesmo mês do ano passado (já descontada a inflação). O montante é recorde para meses de abril e vem em linha com as apostas de economistas, que esperavam um recolhimento de 106 bilhões de reais no mês passado, segundo pesquisa da agência Reuters. Em março, foram recolhidos 86,62 bilhões de reais.

Embora o resultado seja recorde para abril, a variação sobre igual mês do ano anterior é mais fraca do que nos meses anteriores. Em março, a arrecadação havia crescido 2,5% sobre um ano antes, enquanto que em fevereiro, a expansão havia sido de 3,44%.

Nos quatro primeiros meses do ano, o pagamento de tributos somou 399,3 bilhões de reais, alta real de 1,78% em relação ao mesmo período de 2013, já descontada a inflação.

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A arrecadação das chamadas receitas administradas pela Receita Federal somou 99,78 bilhões de reais em abril, enquanto as demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de 6,11 bilhões de reais.

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Segundo a Receita, pesou negativamente em abril a renúncia decorrente de desoneração tributária de 8,9 bilhões de reais, além da queda anual na arrecadação de grande parte dos tributos, como o recuo de 7,42% no Imposto de Importação e de 12,11% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O quadro de baixa expansão no recolhimento de impostos e contribuições levou o governo recentemente a reduzir sua previsão de arrecadação de tributos importantes, a exemplo do Imposto de Renda.

Para compensar o menor ritmo, na semana passada o governo federal anunciou que espera uma arrecadação extra de 24,3 bilhões de reais em impostos neste ano para fechar a meta de superávit primário, de 99 bilhões de reais, ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Mais da metade desse valor, ou 12,5 bilhões de reais, deve entrar nos cofres federais com a aprovação do programa de refinanciamento de tributos atrasados, o chamado Refis, cuja reabertura está sob análise do Congresso Nacional. No ano passado, receitas não recorrentes totalizaram 36 bilhões de reais e foram cruciais para atingir a meta para as contas públicas.

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Expectativa frustrada – A Receita Federal reduziu nesta segunda-feira sua projeção de crescimento real da arrecadação neste ano para “em torno” de 3%. Anteriormente, trabalhava-se com a faixa de 3% a 3,5% de expansão. Segundo o secretário-adjunto da Receita, Luiz Fernando Teixeira Nunes, a nova conta leva em consideração a recomposição integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos a partir de julho.

O secretário-adjunto da Receita explica que a revisão se dá porque “o resultado de abril veio abaixo do esperado”, apesar de não especificar qual era a expectativa para o período. No ano passado, a arrecadação havia registrado alta real de 4,08% sobre 2012. Barreto reforçou ainda que a projeção para as receitas extraordinárias neste ano é de 28,4 bilhões de reais.

(com agência Reuters)

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