Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Argentina aumenta imposto sobre compras internacionais

Governo subiu de 20% para 35% imposto pago por gastos com cartão de crédito em compras externas. Objetivo é conter a queda de reservas internacionais

A Argentina aumentou de 20% para 35% o imposto sobre compras feitas com cartão de crédito fora do país e compras de pacotes turísticos e passagens de avião. A medida visa conter a redução das reservas internacionais do país e foi publicada no Diário Oficial argentino nesta terça-feira.

Ao tornar as viagens mais caras, o governo busca desencorajar os argentinos a irem ao exterior para fazer compras. “Acreditamos que há uma drenagem de divisas que se dá através de operações de turismo, por distintos componentes”, disse a jornalistas o chefe do Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich. “Temos de ser muito cuidadosos na administração de reservas para potencializar o crescimento da atividade econômica”, completou.

Recentemente, ele havia negado que planejava endurecer as compras de divisas para o turismo. Desde 2011, o país convive com restrições de compra de dólares, moeda usada pelos argentinos para protegerem suas economias. Com isso, a taxa cambial não oficial do dólar disparou no mercado negro.

Leia mais:

Na Argentina, ‘cão de guarda’ do protecionismo pede demissão

Espanha e Argentina ‘ensaiam’ acordo sobre Repsol e YPF

O Tesouro da Argentina tem utilizado reservas do banco central do país para fazer frente a vencimentos de dívida e financiar gigantescas importações de energia. As reservas, nesta semana, caíram abaixo dos 31 bilhões de dólares, ante 43,29 bilhões no final de 2012. Analistas estimam que o turismo argentino custe às reservas do Banco Central entre 600 milhões e 800 milhões de dólares por mês.

O câmbio artificialmente valorizado atingiu a competitividade do país e baixou os níveis de investimento estrangeiro diante da desconfiança provocada pelas políticas intervencionistas da presidente Cristina Kirchner.

Leia ainda: Argentina aprova terceira reestruturação da dívida

Grupo Clarín apresenta plano para se adequar à nova lei argentina

(com agência Reuters)