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Área de soja no RS volta a enfrentar quadro de pouca chuva-Somar

SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) – Após receberem elevados volumes de chuvas na sexta-feira e sábado, as principais regiões produtoras de soja e milho do Rio Grande do Sul deverão voltar a enfrentar uma quadro de escassez de precipitações, pelo menos até o final do mês, de acordo com previsão da Somar Meteorologia.

Em dois dias, a região norte do Rio Grande do Sul (terceiro Estado produtor de soja do Brasil) recebeu um total de 101 milímetros, em média, contra uma média histórica para a área de 163 mm no mês de janeiro.

As chuvas, que foram muito bem-vindas por produtores, chegaram a colaborar para ampliar a queda nos preços na bolsa de Chicago, na sexta-feira. Autoridades do Rio Grande do Sul e Paraná consideram que a umidade estancou as perdas nas lavouras do Sul do Brasil.

O Rio Grande do Sul já trabalha com perdas de mais 15 por cento para a soja por conta da seca no final do ano passado, enquanto o Paraná (segundo produtor de soja do Brasil) estima uma quebra de pelo menos 10 por cento nas lavouras da oleaginosa.

A Somar avalia que as precipitações apenas amenizaram o problema no Rio Grande do Sul, lembrando que não há novas chuvas previstas nos modelos para os próximos dias. Algumas áreas do Paraná e Mato Grosso do Sul, no entanto, deverão registrar maiores volumes.

“Tem chuva no final do mês (no Rio Grande do Sul), mas não promete ser nada muito elevado”, comentou a meteorologista da Somar Márcia Haegely, comentando as previsões estendidas.

Os produtores gaúchos sofrem na temporada 2011/12 os efeitos do fenômeno climático La Niña, que traz chuvas irregulares e escassas para o Sul do Brasil.

Segundo a meteorologista, o Paraná e o Mato Grosso do Sul terão chuvas mais frequentes, mas os maiores volumes serão registrados no Centro-Oeste nos próximos dias, o que pode dificultar os trabalhos iniciais de colheita de soja.

Na sexta-feira, o Imea de Mato Grosso (órgão ligado aos produtores) avaliou que as chuvas da semana passada prejudicaram o início da colheita de soja, e que os trabalhos poderiam estar mais avançados se o tempo estivesse mais seco no principal produtor do grão no Brasil.

(Por Roberto Samora)