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Aquisição da Amil pela UHG não terá de passar pelo Cade

Segundo nova lei de defesa da concorrência, como a UHG não estava presente no Brasil em 2011, a operação representa apenas uma troca de comando

Por Da Redação - 8 out 2012, 12h56

A aquisição da Amil Participações (Amilpar) pela UnitedHealth Group Incorporated (UHG) não terá de passar pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Isso acontece porque, apesar de o negócio envolver 6,49 bilhões de reais pela aquisição do controle, o grupo estrangeiro ainda não tinha negócios no país e a operação só representa troca de comando.

De acordo com a nova lei de defesa da concorrência, que entrou em vigor em maio, operações de fusão e aquisição só precisam ser notificadas ao órgão antitruste se um dos braços do negócio tiver registrado pelo menos 750 milhões de reais em faturamento no ano anterior e o outro braço, pelo menos 75 milhões de reais. Como a UHG ainda não atuava no Brasil em 2011, a operação está fora dos requisitos exigidos pelo Cade.

A aquisição, no entanto, deverá passar pela anuência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O acordo com os termos e condições para a associação entre as duas companhias foi divulgado na sexta-feira. De acordo com fato relevante sobre a operação, a UHG é a maior empresa de benefícios e serviços de saúde nos Estados Unidos.

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Negócio – A operação, confirmada nesta segunda-feira, envolve o desembolso, por parte da UHG, de 6,5 bilhões de reais, para compra de 85,5% das ações ordinárias da Amil Participações (Amilpar), que é controladora da Amil. Ao comprar essa fatia da Amil, que representa 58,9% do capital total, a UnitedHealth avaliou a operadora brasileira em 11 bilhões de reais.

O valor pago pelo controle representa 30,75 reais por ação da Amil, o que implica um prêmio de 21,5% sobre o preço de fechamento do papel na Bovespa na última sexta-feira, de 25,30 reais.

O diretor-presidente da Amil, Edson Godoy Bueno, um dos homens mais ricos do Brasil, usará 470 milhões de dólares (perto de 955 milhões de reais) para comprar ações da UnitedHealth e ter direito a um assento no conselho. Ele e sua sócia, Dulce Pugliese, continuarão a ter participação remanescente de 10% na Amil por ao menos cinco anos. O executivo seguirá também como presidente e chairman da Amil.

A americana fará ainda uma oferta de aquisição pelas ações da Amil em circulação no mercado. De acordo com informações no site da Amil, os minoritários possuem 110,98 milhões dos papéis. Considerando adesão total à oferta, a UnitedHealth desembolsaria outros 3,4 bilhões de reais.

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Assim, ao final das transações, a UnitedHealth ficaria com cerca de 90% de participação na Amil. A empresa espera ainda colher benefícios estimados em 600 milhões de dólares, reduzindo o valor efetivo da compra para 4,3 bilhões de dólares.

(com Agência Estado)

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