Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Apple reduz produção do iPhone 13 por falta de chips

Crise de semicondutores compromete entrega de 10 milhões de unidades do novo smartphone

Por Luana Meneghetti Atualizado em 13 out 2021, 11h04 - Publicado em 13 out 2021, 10h21

A Apple, multinacional norte-americana fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak, começa a ser impactada pela escassez global dos semicondutores, se juntando agora à lista de grandes companhias que precisaram cortar sua produção. A companhia reduziu sua meta de fabricar 90 milhões de unidades do iPhone 13 para 80 milhões, um corte expressivo de 10 milhões de unidades para o novo smartphone da marca.

O anúncio fez suas ações caírem. Na manhã desta quarta-feira, 13, as ações da Apple negociadas na Nasdaq estavam cotadas a 141,51 dólares, queda de 1,30%. Os BDRs negociados na B3 também apresentam queda de 0,78%, cotados a 78,43 dólares.

Até recentemente, a companhia com valor de mercado de 2,3 trilhões de dólares, tinha conseguido gerenciar sua cadeia de suprimentos para garantir os componentes necessários à sua produção, mas já havia avisado que poderia limitar sua capacidade para este ano. Em junho, a taiwanesa TSMC, a maior fabricante global de semicondutores, anunciou que ia dar prioridade aos pedidos da Apple e das companhias automotivas.

Mas alguns de seus principais fornecedores, a Broadcom e a Texas Instruments (TI), não estão conseguindo realizar a entregas dos semicondutores. A TI fornece peças de chip de tela, enquanto a Broadcom fornece os componentes sem fio. O tempo entre o pedido e a entrega dos chips está superando de 21,7 semanas, segundo dados do Susquehanna Financial Group.

Segundo especialistas do mercado, a escassez dos chips ainda deve perdurar. No início do ano, o CEO da fabricante de chips americana Intel, Pat Gelsinger, alertou que poderia demorar até dois anos para que a situação se normalize.

O problema com a Apple pode sinalizar os rumos da economia americana. Os desequilíbrios na cadeia de suprimentos devem continuar pressionando a inflação nos Estados Unidos, podendo impactar nas decisões do Fed, o banco central do país, nas próximas semanas.

Continua após a publicidade
Publicidade