Apple fecha acordo de US$ 30 bilhões com Broadcom para produzir chips nos EUA
Parceria prevê a fabricação de mais de 15 bilhões de componentes e a expansão de uma fábrica no Colorado
A Apple anunciou nesta quarta-feira, 8, um acordo de mais de 30 bilhões de dólares com a fabricante de semicondutores Broadcom para desenvolver e produzir chips nos Estados Unidos. A parceria, com duração até 2031, é o maior compromisso da companhia com a produção americana até agora e deve resultar na fabricação de mais de 15 bilhões de componentes no país.
Os chips serão usados principalmente na conectividade dos aparelhos da Apple, incluindo funções que permitem a conexão a redes celulares, Wi-Fi e Bluetooth. O acordo amplia uma parceria de longa data entre as duas empresas e envolve o desenvolvimento de componentes personalizados para diferentes gerações de produtos.
Como parte do projeto, a Broadcom investirá 1,5 bilhão de dólares para ampliar e modernizar sua fábrica em Fort Collins, no Colorado. A unidade produz componentes de radiofrequência utilizados nos dispositivos da Apple.
“Apple e Broadcom têm uma longa história juntas, e esta nova fase de nossa parceria acelera ainda mais nosso compromisso com a fabricação e a inovação americanas”, afirmou Tim Cook, presidente-executivo da Apple.
O acordo ocorre em meio à pressão do governo de Donald Trump para ampliar a produção de semicondutores nos Estados Unidos e reduzir a dependência do país de fornecedores estrangeiros. A Apple também busca diversificar sua cadeia de suprimentos, ainda fortemente dependente de fabricantes asiáticos.
A iniciativa faz parte do plano da empresa de investir 600 bilhões de dólares nos Estados Unidos ao longo de quatro anos. O valor foi anunciado em 2025 e inclui um programa voltado a ampliar a produção doméstica de componentes utilizados nos aparelhos da companhia.
A Apple também vem tentando aumentar a compra de chips fabricados no país. No mês passado, Trump anunciou um acordo de 9 bilhões de dólares para a companhia adquirir semicondutores produzidos pela Intel nos Estados Unidos.
A movimentação ocorre ainda em um momento de pressão crescente sobre os custos da indústria de tecnologia. A alta da demanda por chips de memória e armazenamento, impulsionada pela corrida da inteligência artificial, encareceu componentes utilizados em eletrônicos. Ao mesmo tempo, as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos elevaram os custos da Apple em bilhões de dólares por trimestre.
As ações da Broadcom subiam mais de 4% nesta quarta-feira após o anúncio do acordo.







