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Apple deixa de valer 2 trilhões de dólares

Empresa perdeu 360 bilhões de dólares em apenas quatro pregões, depois que investidores começaram a vender ações de tecnologia

Por Josette Goulart Atualizado em 8 set 2020, 20h40 - Publicado em 8 set 2020, 20h23

Quando a Apple passou a valer 2 trilhões de dólares, no dia 19 de agosto, um valor histórico, os investidores continuaram acreditando que dava para ir mais longe. E a companhia chegou a valer 2,3 trilhões de dólares no primeiro dia de setembro. Mas as ações de tecnologia em geral começaram a sentir o peso da rápida valorização que tiveram desde o início da pandemia, e não foi diferente com a companhia com o logotipo da maçã. Em apenas quatro pregões, a empresa perdeu mais de 360 bilhões de dólares em seu valor de mercado, o que equivaleria a 2 trilhões de reais. A título de comparação, é como se a Apple tivesse perdido uma Petrobras inteira, uma Vale, os cinco maiores bancos do Brasil, uma Weg, uma B3, uma Ambev e uma Magazine Luiza, tudo no mesmo dia. Mas não foi só a Apple que sofreu no último pregão da Nasdaq, a principal bolsa das ações da tecnologia americana. A Tesla caiu 20%, nesta terça-feira, e a Amazon perdeu mais de 4%. O índice Nasdaq caiu quase 5%.

Existe uma preocupação dos investidores sobre se as ações de tecnologia chegaram ao seu topo ou se o mercado está apenas corrigindo preços. A Apple estava com um valor de 40 vezes o seu lucro anual. Os papéis da empresa tinham valorizado cerca de 75% no ano até atingir o seu preço máximo no início de setembro. Mas, se levado em conta o fundo do poço das ações neste ano, quando a pandemia foi anunciada, em março, a Apple se valorizou 140% em apenas 5 meses. Alguns analistas apostavam que a empresa chegaria, em dois anos, a ser uma empresa de 3 trilhões de dólares, com a venda dos aparelhos 5G que a empresa vai lançar neste ano. A empresa anunciou hoje que, no dia 15 de setembro, vai fazer o anúncio do iPhone 12 e só então se saberá se de fato estarão todos já com conectividade 5G. Isso poderia dar mais fôlego para as ações da empresa, uma vez que as pessoas terão interesse de trocar os seus iPhones por novos modelos. Os analistas do Goldman Sachs, porém, fizeram hoje uma recomendação de venda das ações, acreditando que a queda poderá chegar a mais de 30%. Mas vale lembrar que a própria Goldman Sachs já havia dito para vender as ações da Apple em abril e, desde então, os papéis subiram 70%. A gigante fundada por Steve Jobs, é importante lembrar, ainda é avaliada em 1,93 trilhão de dólares.

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