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Após reunião com Dilma, empresários elogiam iniciativa

Sem nenhum puxão de orelhas da presidente da República, reunião com grandes executivos brasileiros é marcada por manifestações de apoio

Os empresários que estiveram nesta quinta-feira reunidos com a presidente Dilma Rousseff saíram do encontro elogiando a iniciativa do governo de reunir o grupo e também as medidas anunciadas para mudança da remuneração da poupança. O presidente da Cosan, Rubens Ometto, afirmou que a alteração “resolve boa parte dos problemas” do setor financeiro. Já o empresário Daniel Feffer, do Grupo Suzano, destacou o fato de não haver impacto nas cadernetas que receberam depósito até esta quinta-feira. Para ele, esta preocupação do governo é digna de elogio.

O executivo do grupo JBS, Joesley Batista, contou que a presidente estava bem mais descontraída nesta quinta-feira que na primeira reunião com empresários, realizada em março. Segundo ele, ficou acertado que encontros periódicos serão realizados com empresários no Palácio do Planalto.

Batista elogiou a mudança nas regras da remuneração da poupança. “Estamos no caminho certo”, afirmou. Durante a reunião, alguns empresários pediram à presidente que, depois de atacar os spreads bancários, trabalhasse pelo alongamento dos prazos de crédito ao consumidor.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que a Dilma não fez nenhum apelo ou críticas aos bancos. Ao contrário, falou da importância de o Brasil ter instituições financeiras sólidas. “Ela destacou que é importante ter um sistema financeiro forte, bem estruturado e regulado de maneira que a gente não corra os mesmos riscos que ocorreram na Europa e nos Estados Unidos”, declarou.

A presidente da República disse ainda, segundo Andrade, que o Brasil vai continuar trabalhando para obter taxas de juros mais baixas e a mudança na poupança é fundamental para cumprir este objetivo. O presidente da CNI contou também que os bancos mostraram-se conscientes de que o Brasil caminha em outra direção e que agora precisa atacar os problemas de infraestrutura, impostos e custo financeiro.

O CEO do banco BTG Pactual, André Esteves, avaliou que a mudança foi uma decisão de muito bom senso. A alteração nas regras da poupança, segundo ele, é favorável ao Brasil porque vai na linha da consolidação de um cenário de taxas de juros mais compatíveis com os níveis internacionais – e representaria apenas mais um passo, se as oportunidades se apresentarem, de o Banco Central continuar esse processo.

Questionado sobre se a presidente teria dado algum puxão de orelha nos empresários durante a reunião, ele disse que não e que a reunião foi extremamente produtiva. Esteves elogiou a iniciativa da presidente de ter um fórum de discussão como esse.

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(com Agência Estado)