Clique e assine a partir de 8,90/mês

Após medidas do governo, dólar fica abaixo de R$ 2,10

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou cotado a 2,0990 reais no balcão, em queda de 0,85%

Por Da Redação - 5 dez 2012, 16h48

O governo deu continuidade nesta quarta-feira à reversão de medidas regulatórias, cujos reflexos no mercado de câmbio têm sido de redução da pressão de alta sobre o dólar. Nesta quarta-feira, o Ministério da Fazenda diminuiu o prazo dos empréstimos externos tributados com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6%. Como resultado, o dólar aprofundou a trajetória de declínio iniciada nesta semana e fechou o dia cotado abaixo de 2,10 reais.

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou cotado a 2,0990 reais no balcão, em queda de 0,85%. Na máxima, a moeda bateu em 2,1100 reais e tocou em 2,0980 reais, na mínima do dia. O giro financeiro somava 1,778 bilhão de dólares pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou cotada a 2,0980 reais, com queda de 0,70% e sete negócios (dados preliminares).

Mercado aplaude – O mercado viu com bons olhos os últimos anúncios feitos pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central. Segundo analistas ouvidos pelo site de VEJA, a redução do prazo de cobrança do IOF para empréstimos feitos no exterior anunciada nesta quarta-feira, somada à ação do BC na terça, foi um sinal de que o governo não quer a disparada repentina do dólar, fato que agrava a subida inflacionária e tira a previsibilidade do mercado brasileiro para investidores estrangeiros.

“Essas medidas trarão capital para o Brasil. E não vão estimular apenas os investimentos direto e via mercado de capitais, mas também devem favorecer a tendência de contenção de dólar e aliviam o Banco Central da obrigação de leiloar dólares constantemente”, afirma Celso Grisi, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo. Segundo Grisi, as ações que o governo vinha adotando para conter a entrada de capital externo não traziam segurança aos investidores. “Quem investe no Brasil quer condições institucionais claras, quer ver contratos cumpridos e assegurar o direito à propriedade. Intervenções na ordem econômica só podem ocorrer de maneira mais branda e negociada, e menos unilateral. E não é isso que vinha acontecendo”, explica o professor.

Continua após a publicidade
Publicidade