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Após maior perda em 21 anos, Ibovespa opera em alta de 2%

Depois da segunda-feira tempestuosa, em que caiu 12,16%, a Bolsa de Valores de São Paulo se recupera

Por Felipe Mendes Atualizado em 10 mar 2020, 13h12 - Publicado em 10 mar 2020, 11h04

Depois do tombo acachapante do Ibovespa, principal indicador do desempenho de ações negociadas na B3, na segunda-feira 9 – queda histórica de 12,16% –, a Bolsa voltou a reagir. Na manhã desta terça-feira, 10, o Ibovespa chegou a registrar alta próxima a 7% – às 11h02, o índice subia 3,92%. Logo na abertura do mercado, por volta das 10h15, o índice chegou a subir quase 7%.

O mercado, entretanto, perdeu o fôlego no início da tarde. Por volta das 13h05, o índice acumulava alta de apenas 2,16, aos 87.942.

O maior destaque do pregão é a Petrobras. A petrolífera, impactada pela guerra de preços da commodity protagonizada por russos e sauditas, perdeu 91 bilhões de reais em valor de mercado no pregão do dia 9, registrando a maior queda na Bolsa desde 1986, segundo dados da Economatica. Na manhã desta terça-feira, no entanto, os papéis da estatal brasileira estão entre os que mais sobem: valorização próxima a 10%.

A luz neste momento nebuloso para o mercado financeiro vem da Rússia. O ministro de Energia do país europeu, Alexander Novak, declarou nesta terça-feira que o país não descarta uma aliança com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para controlar a volatilidade no mercado do petróleo. O preço do barril de petróleo recuou a 31 dólares na véspera, mas nesta terça sobe 8,15%, a 37,16 dólares. A Arábia Saudita, por sua vez, diz que não vê necessidade para a realização de reunião com a entidade.

  • “Eu não consigo ver sabedoria em realizar encontros em maio, junho. Isso apenas demonstraria nosso fracasso em fazer o que deveríamos ter feito em uma crise como essa e tomar as medidas necessárias”, disse o ministro, príncipe Abdulaziz bin Salman.

    O país do Oriente Médio anunciou alta de 25% de sua produção, para 12,3 milhões de barris por dia, acirrando a disputa com os russos, e colocando o valor da commodity para baixo. Ainda assim, as bolsas mundo afora respiram, nesta terça-feira, um clima mais otimista, diante das notícias relacionadas ao controle do novo coronavírus (Covid-19) na China.

    (Com Reuters)

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