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Após expulsar Repsol, YPF se alia à Chevron

A estatal argentina e a empresa americana unem-se para explorar jazida de gás de xisto em Vaca Muerta, uma das maiores reservas do mundo

Por Da Redação - 30 ago 2013, 14h01

A Assembleia Legislativa da Província de Neuquén, na Argentina, aprovou na noite de quarta-feira as condições para o acordo do governo da presidente Cristina Kirchner com a multinacional americana Chevron para a exploração da jazida de gás de xisto de Vaca Muerta. Com o acordo, a estatal argentina e a empresa americana tornam-se sócias na exploração de uma área ambiental que comunidades indígenas, organizações sociais e partidos de esquerda querem preservar.

A polícia de Neuquén, província governada por aliados de Cristina, reprimiu com violência os protestos contra o acordo sobre Vaca Muerta. O acordo YPF-Chevron mostra o posicionamento dúbio da presidente argentina, que há pouco mais de um ano expulsou a Repsol da YPF, expropriando a maior parte das ações que a empresa espanhola tinha da petrolífera argentina. Cristina alegou, na época, que a medida visava recuperar a �soberania energética� do país.

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Na sequência, o governo tentou convencer empresas estatais da região a investir em parceria com a YPF, entre elas, a Petrobras. No entanto, Cristina fracassou na empreitada e procurou parceiros fora da América do Sul. A alternativa encontrada foi a Chevron.

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Na última quarta-feira, após a votação que aprovou o acordo, os representantes da oposição deixaram no plenário da Assembleia Legislativa de Neuquén, em sinal de sarcasmo, uma bandeira dos EUA. O acordo determina que a Chevron invista 1,24 bilhão de dólares para explorar a área de Vaca Muerta. Na contramão da expropriação da YPF, anunciada com estardalhaço em rede nacional, as negociações com a Chevron foram feitas discretamente, sem anúncios presidenciais.

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(com Estadão Conteúdo)

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