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Após déficit recorde, Mantega quer cortar gastos com seguro-desemprego

Segundo ministro, governo estuda implementar medidas para reduzir a rotatividade no mercado de trabalho

Por Da Redação - 31 out 2013, 15h46

Para cumprir a meta fiscal e reduzir despesas públicas, o governo estuda a redução dos gastos com seguro-desemprego e abono salarial, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em conferência de imprensa na tarde desta quinta-feira. Atualmente, o trabalhador é obrigado a fazer um curso de qualificação na segunda vez que é demitido e pede o auxílio. A intenção, segundo o ministro, é que o curso se torne obrigatório no primeiro pedido de seguro-desemprego. “Vou discutir isso com centrais sindicais em conjunto. Queremos beneficiar os trabalhadores, não prejudicá-los”, declarou. “Temos urgência de reduzir essa despesa (de seguro-desemprego) ou impedir que continue crescendo”, frisou. O ministro espera que a obrigatoriedade do curso após a primeira demissão desestimule a alta rotatividade no mercado de trabalho.

Segundo o ministro, os gastos com seguro-desemprego deverão representar, neste ano, um valor entre 45 bilhões e 47 bilhões de reais, o que significa quase 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Temos que tomar medidas para diminuir a rotatividade, que é ruim para o trabalhador”, afirmou. O ministro disse que, ao reduzir essa rotatividade, os gastos caem. “É bom para o trabalhador. É bom para o governo”, argumentou. Segundo ele, os gastos com abono estão subindo expressivamente em função dos reajustes do salário mínimo. Mantega informou que o crescimento este ano é de 17%. Os gastos com seguro-desemprego sobem em torno de 10% na comparação com o ano passado.

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Mantega disse ainda que as despesas com abono salarial devem atingir 24 bilhões de reais em 2013, cifra próxima aos gastos com o programa “Minha Casa Minha Vida”. No entanto, ele não quis antecipar que tipo de medida será tomada para reduzir os gastos com o abono. “Estamos estudando quais medidas podem atenuar esses gastos, mas prefiro discutir antes com as centrais sindicais”, disse.

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(com Estadão Conteúdo)

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