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Após declarações do BC, dólar busca novo equilíbrio

Por Da Redação
5 jul 2012, 17h48

Por Cristina Canas

São Paulo – O comportamento do dólar ante o real descolou-se do exterior, hoje, e a cotação do mercado à vista de balcão encerrou o dia a R$ 2,027, com queda de 0,20%. No exterior, o dólar index, que relaciona a moeda norte-americana com seis divisas fortes, subia 1,25%, perto das 17h00. O que chamou mais a atenção no mercado doméstico de câmbio, no entanto, foi a volatilidade. Entre a mínima de R$ 2,015 e a máxima de R$ 2,039, a moeda norte-americana variou 1,2%.

A principal responsável por isso, na percepção dos operadores, é a especulação, que foi recolocada nos negócios pelas declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, na terça-feira. Ele atrelou a política cambial ao desempenho da indústria e desagradou aos investidores. Posteriormente, a ideia foi endossada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

“Isso é um divisor que muda as perspectivas. E os investidores estão tentando achar um novo equilíbrio para a taxa de câmbio”, disse o gerente de mesa de um grande banco. Segundo ele, antes das declarações, o mercado caminhava para acomodar-se ao redor de R$ 1,98.

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Porém, o vaivém das cotações teve um outro componente que pesou de forma significativa, principalmente no período da manhã. Trata-se das ações do Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Povo da China (PBOC) para incentivar a atividade econômica. Não se pode dizer que as novidades – corte de juro pelo BCE e pelo PBOC e ampliação do programa de compra de ativos do BoE – decepcionaram, mas a reação dos mercados foi predominantemente negativa.

Em parte, esse impacto deve-se ao fato de que as medidas concretizadas hoje estavam no rol das expectativas e foram fortemente antecipadas nos últimos pregões, mas também influenciou a constatação de que as preocupações com o desaquecimento global eram tão corretas, que precipitaram as ações. E mais, ficaram as dúvidas para o futuro e, consequentemente, o julgamento de que ainda é pouco.

As maiores expectativas, agora, recaem sobre uma possível ação do Federal Reserve, o banco central norte-americano. “Há dúvidas quanto ao impacto efetivo das medidas. E, agora, falta o Fed. Como os outros BCs agiram, isso deve provocar uma reação nos Estados Unidos”, disse o operador de uma corretora de câmbio de São Paulo.

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