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Após Datafolha, Bovespa fecha em alta, puxada por Petrobras

Levantamento do Datafolha indicou vitória de Marina Silva em um eventual segundo turno contra Dilma e agradou investidores

Por Luís Lima - 18 ago 2014, 20h14

A possibilidade de derrota de Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno contra Marina Silva, que deve ser a sucessora de Eduardo Campos na chapa do PSB, contribuiu para a alta de 1,05% do Ibovespa no pregão desta segunda-feira, segundo analistas do mercado financeiro. Pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira, mostrou que Marina venceria com 47% das intenções de voto, contra 43% de Dilma.

A valorização da bolsa brasileira foi impulsionada, principalmente, pela alta dos papéis da Petrobras. As ações preferenciais da petroleira (sem direito a voto) subiram 1,69% e as ordinárias, 1,27%. “Há uma corrente de investidores que acredita que se Dilma perder, poderá haver uma menor interferência nas estatais, como por exemplo, no que diz respeito ao controle de preços da gasolina”, explicou Leandro Martins, analista da corretora Walpires. Martins acrescentou que “qualquer fator que representa uma ameaça à vitória da candidata petista estimula os negócios”.

Ainda de acordo com o levantamento do Datafolha, no primeiro turno, Marina tem 21% das intenções de voto, o que a coloca em situação de empate técnico com Aécio Neves (PSDB), mas atrás de Dilma, que ainda lidera com 36%. Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em julho, Campos tinha 8%, contra 20% de Aécio e 36% de Dilma. O candidato socialista morreu em um acidente aéreo em Santos, no litoral paulista, na última quarta-feira.

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Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW Corretora, pondera, no entanto, que deve se considerar o fator emocional, já que a morte de Campos é recente e que, com isso, muitas pessoas acabaram “se sensibilizando” e declarando sua preferência por Marina. Segundo ele, o cenário eleitoral deve continuar influenciando o mercado doméstico, com o início da propaganda eleitoral na TV, a partir desta terça-feira, e o resultado de futuras pesquisas eleitorais.

“Outro fator importante que está no radar dos investidores é a expectativa de Produto Interno Bruto (PIB) negativo no segundo trimestre, que pode confirmar um cenário de recessão técnica”, complementa Galdi. O dado será divulgado pelo IBGE na sexta-feira da semana que vem.

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