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Após corte, Petrobras prevê alta nos investimentos em novo plano

Empresa prevê ampliar gastos em 0,5% nos próximos anos; em 2016, houve corte de 25% no plano em meio à crise gerada por escândalo de corrupção

Por Da redação Atualizado em 4 jan 2018, 16h16 - Publicado em 21 dez 2017, 12h11

A Petrobras elevou nesta quinta-feira a previsão de investimentos entre 2018 e 2022 para 74,5 bilhões de dólares (245,3 bilhões de reais). O montante representa alta de 0,5% ante os 74,1 bilhões de dólares (244 bilhões de reais) do plano anterior (2017 a 2021).

O ligeiro aumento aponta uma situação diferente da registrada no ano passado, quando a empresa, que está saindo de uma crise gerada por um escândalo de corrupção, cortou em 25% os aportes ante o programa anterior.

  • Do montante estimado nesta quinta-feira, 60,3 bilhões de dólares (199,2 bilhões de reais) serão para a área de Exploração & Produção e outros 13,1 bilhões (43,3 bilhões de reais) para Refino e Gás Natural, no período de 2018 a 2022. A estatal projeta um aumento de cerca de 30% na produção de petróleo e gás no período do novo programa.

    Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento de petróleo e gás natural, afirmou a petroleira, reforçando o foco em exploração e produção.

    O programa de parcerias e desinvestimentos, parte importante do plano para a empresa que tem a maior dívida global do setor, foi mantido em 21 bilhões de dólares (69,1 bilhões de reais) para o período 2017-2018.

    Produção

    Em relação à produção de petróleo e gás, a Petrobras projeta 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2018, quantidade que deve ir a 3,55 milhões de boed até 2022. Pelos dados mais recentes, a Petrobras produziu um total de 2,72 milhões de boed em novembro.

    Em paralelo, a Petrobras prevê uma recuperação nos preços do petróleo Brent até 2022, saindo de uma média de 53 dólares (174,5 reais) por barril em 2018 para 73 dólares (240,4 reais) cinco anos depois.

    O cenário de investimentos da estatal ocorre em meio à extensão do pacto global de corte de produção liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep e Rússia) até o fim de 2018.

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