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Após balanço, ação da Petrobras tem menor valor desde 2005

Resultados da companhia vieram acima das expectativas mas não agradaram mercado — e ações recuam

Por Da Redação 26 fev 2014, 18h05

A BM&FBovespa fechou em queda nesta quarta-feira fortemente pressionada por Petrobras, após a petroleira divulgar seu resultado trimestral, que não conseguiu animar o mercado. O Ibovespa recuou 0,25%, a 46.599 pontos. A ação preferencial da Petrobras caiu 3,53%, a 13,68 reais, menor patamar desde 27 de dezembro de 2005. A ordinária também fechou em queda: 2,86% a 12,90 reais, pior fechamento desde 5 de agosto de 2005. Ambos os dados são da consultoria Economatica.

A estatal divulgou na noite de terça-feira seu balanço anual referente ao ano de 2013. Os números do quarto trimestre e do consolidado do ano vieram acima das expectativas, mas não animaram o mercado. Enquanto o lucro trimestral caiu 18,9% (a expectativa era de queda de 35%), o lucro da petrolífera no ano avançou 11%.

A realidade é que os principais fundamentos econômicos da estatal continuam se deteriorando devido ao simples fato de o caixa da empresa sangrar, cada vez mais, diante das dificuldades que enfrenta para conseguir fazer com que o governo aprove novos reajustes de preços de combustíveis. A alta da gasolina pode impactar a inflação – tudo que o governo não quer para 2014. Mas, diante de um aumento de 36% na dívida total da empresa ao longo do ano passado, a Petrobras parece não dispor de muita escolha.

A Petrobras também deverá investir menos em 2015 do que em 2014, segundo afirmação da própria presidente da estatal, Graça Foster. A empresa enxugou em 6,8% seu robusto plano de negócios para o período de cinco anos, com previsão de investimentos de 220,6 bilhões de dólares entre 2014 a 2018, na comparação com o programa anterior.

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