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Apetite por risco faz dólar encerrar o pregão na mínima

Cotação da moeda americana teve queda de 2,14%, para 1,83 real

Por Da Redação - 3 jan 2012, 16h12

O apetite por risco dos investidores, alimentado pelo otimismo no exterior, conduziu a queda do dólar no mercado brasileiro. Ainda que permaneça a preocupação com rebaixamento de ratings soberanos na Europa, praças importantes, como Nova York e Londres, voltaram aos negócios no pós-feriado mais animadas por dados econômicos. O humor predominante fez com que o euro tornasse a testar o patamar de 1,30 dólar, depois de ter atingido, em 29 de dezembro, a mínima em 15 meses.

No balcão, o dólar à vista fechou na mínima, a 1,8300 real, com queda de 2,14% . Na máxima, a moeda norte-americana foi a 1,8530 real.

Na BM&F, o dólar pronto fechou a terça-feira também na mínima a 1,8315 real, com queda de 2,22% (dados finais). Na máxima, a moeda chegou a 1,8502 real. Na clearing de câmbio, o giro financeiro total à vista somava 2,332 bilhões de dólares. Em D+2, no mesmo horário, o volume era de 1,845 bilhão de dólares.

No mercado futuro, cinco vencimentos eram negociados, sendo que quatro estavam em alta e um em queda (fevereiro de 2012), com volume total de 16,596 bilhões de dólares. O vencimento mais líquido, para fevereiro de 2012, tinha volume de 16,345 bilhões de dólares.

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O sentimento dos investidores internacionais em relação ao risco tornou-se positivo ainda na Ásia, refletindo os resultados de PMI na China e na Índia. Grande parte das moedas asiáticas bateram o dólar no pregão desta terça-feira, mantendo o tom benéfico para outras moedas nas horas posteriores.

O tom mais otimista prolongou-se nos mercados ocidentais com a divulgação de dados na Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. A taxa de desemprego na Alemanha caiu para 6,8% em dezembro, sendo que a média total de desempregados no país em 2011 ficou em 2,976 milhões – o menor nível desde 1991. No Reino Unido, em oposição às previsões, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) de manufatura subiu para 49,6 em dezembro, de 47,7 em novembro. Nos EUA, o ISM, índice de atividade industrial, superou a previsão dos economistas ao subir para 53,9 em dezembro, de 52,7 em novembro.

(com Agência Estado)

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