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Apesar de ritmo menor, serviços avançam em agosto pelo 5º mês seguido

Segundo IBGE, atividades avançaram 0,5% no mês e estão 3,9% acima do nível pré-pandemia

Por Larissa Quintino Atualizado em 16 out 2021, 17h33 - Publicado em 14 out 2021, 09h33

O setor de serviços, o mais prejudicado com a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil em 2020, é também o maior beneficiado da vacinação e do aumento da circulação de pessoas. Em agosto, o volume de serviços subiu 0,5%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 14. Apesar de o índice mostrar desaceleração em relação a julho (1,1%), esta é a quinta taxa positiva seguida. Na comparação com o período pré-pandemia, fevereiro de 2020, o setor avançou 3,9%, e em relação a agosto do ano passado, a alta é de 16,7%.

A retomada dos serviços é importante já que as atividades representam o maior setor do PIB brasileiro e o choque frontal nessas atividades resultou na recessão que levou a queda de 4,1% do PIB no ano passado. Neste ano, a estimativa do mercado financeiro é que o PIB avance 5,04%. Grande parte do crescimento atual é baseado no setor de serviços, já que indústria e agropecuária enfrentam problemas como desabastecimento de componentes e crise hídrica. Enquanto isso, os serviços que perderam muito no ano passado, avançam.

O resultado dos serviços em agosto foi impulsionado por quatro das cinco atividades, com destaque para serviços de informação e comunicação (1,2%) e transportes (1,1%), após resultados negativos em julho. “Desde junho do ano passado, o setor acumula catorze taxas positivas e somente uma negativa, registrada em março, quando algumas atividades consideradas não essenciais foram fechadas por determinação de governos locais em meio ao avanço da segunda onda do coronavírus”, explica o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, Rodrigo Lobo.

Os serviços prestados às famílias avançaram 4,1% em agosto, quinta taxa positiva desde abril, acumulando crescimento de 50,5%. Esse avanço vem, novamente, do segmento de alojamento e alimentação, como os hotéis e restaurantes. Mesmo com o avanço em agosto, serviços prestados às famílias operam 17,4% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Com o menor impacto no índice, outros serviços (1,5%) eliminaram o recuo do mês anterior (-0,2%).

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,4% em agosto, depois de três taxas positivas consecutivas, quando acumularam ganho de 4,1%. “Esse recuo de 0,4% é uma acomodação do ritmo de crescimento. A pressão negativa veio das atividades jurídicas, atividades técnicas relacionadas à arquitetura e engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos”.

Na comparação com o ano passado, os serviços profissionais, administrativos e complementares — com recuo de 0,2% — e o de serviços prestados às famílias (com -17,4%) ainda não se recuperaram do tombo de 2020.

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