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Apesar de problemas, Petrobras deseja PDVSA como sócia

Rio de Janeiro, 25 jun (EFE).- A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta segunda-feira que a empresa deseja ter a petrolífera venezuelana PDVSA como parceira na refinaria que está construindo em Pernambuco, apesar da persistência dos problemas que impediram a associação.

‘Consideramos que a PDVSA resolverá seus problemas e que será nossa sócia. Queremos a PDVSA como sócios’, destacou Foster em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

As duas empresas decidiram em 2005 construir uma refinaria em Pernambuco com capacidade para processar 230 mil barris de petróleo diários de petróleo, na qual a Petrobras teria 60% e a PDVSA, 40%.

A Petrobras iniciou em 2007 a construção da refinaria Abreu e Lima com recursos próprios à espera que a PDVSA assumisse sua parte da dívida que a estatal brasileira contraiu com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a obra.

O principal problema é que o BNDES não aceita ainda as garantias oferecidas pela venezuelana para conceder-lhe o empréstimo. A Petrobras já deu diversos prazos para que sua sócia apresente as garantias, mas nenhum deles foi cumprido.

‘A PDVSA tem uma tarefa por fazer e um problema a resolver, que é o das garantias. Mas não pensamos em outra sócia para essa refinaria que não seja a PDVSA’, declarou a presidente da empresa brasileira, ao deixar claro que a companhia não imporá novos prazos à parceira venezuelana.

‘É possível que nos outros projetos que estamos avaliando consideremos participações de sócios em refinarias, mas não na Abreu e Lima’, acrescentou Foster, ressaltando que a Petrobras não oferecerá essa participação a nenhuma outra empresa.

Para garantir a entrada da PDVSA na sociedade, é necessário que a estatal venezuelana adquira 40% das ações da Abreu e Lima, se responsabilize pela mesma percentagem da dívida contraída e da parte que lhe corresponde assumir do que foi gasto até agora pela Petrobras nas obras. EFE