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Ao premiê francês, Dilma reafirma possibilidade de novos aportes ao FMI

Presidente também quer garantias de que as reformas propostas pelo fundo serão realizadas

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que o governo brasileiro poderá oferecer mais recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a estancar a crise econômica europeia. Dilma recebeu o primeiro-ministro da França, François Fillon, no Palácio do Planalto, e conversou sobre a crise do euro e as formas de ajuda que podem ser apresentadas pelo Brasil. “Reafirmei a disposição do governo brasileiro de realizar novos aportes recursos ao fundo monetário, desde que tenhamos a garantias de que as reformas propostas pelo fundo serão realizadas”, afirmou Dilma.

Já o primeiro-ministro francês prometeu concentrar esforços para frear a crise em toda a Europa. “A França está plenamente determinada não apenas em controlar as finanças públicas, mas também em relançar o crescimento europeu”, disse. Segundo Fillon, a moeda única europeia precisa ser fortalecida e todos os países do bloco estão dispostos a trabalhar com esse objetivo.

Fillon aproveitou a visita para afagar o Planalto e defendeu o assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. “Há quatro anos o presidente Nicolas Sarkozy insiste sobre a necessidade de inovar o Conselho de Segurança dando lugar permanente ao Brasil”, disse.

Acordos – As duas autoridades também assinaram um acordo para concessão de 10.000 bolsas de estudos na França para brasileiros, a partir de fevereiro de 2012, como parte do Programa Ciência sem Fronteiras. Os cursos serão oferecidos nos próximos quatro anos.

Comércio – Segundo Dilma, em 2011, as trocas bilaterais chegaram a 2,3 bilhões de dólares, o que representa 4,5% do total de investimentos recebidos pelo Brasil até setembro. Hoje, a França é o quinto maior investidor no Brasil. “Conseguimos duplicar as trocas comerciais em menos de dez anos, temos mais de quinhentas empresas francesas no Brasil”, disse Fillon.

O primeiro-ministro aproveitou para manifestar o interesse da França em ampliar a parceria entre os países nas áreas espacial, nuclear e aeronáutica.