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ANTF pedirá desonerações para o setor ferroviário

Por Da Redação - 9 abr 2012, 12h57

Por Eduardo Rodrigues

Brasília – A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) pedirá ao governo desonerações para a cadeia de produção de equipamentos do setor e também na folha de pagamento, afirmou nesta segunda-feira o presidente da entidade, Rodrigo Vilaça. “Também vamos pedir aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) formas de financiamento com taxas menores e com prazos mais longos de 20 a 25 anos.”

Segundo Vilaça, se o setor obtiver esses benefícios, os planos de expansão e investimentos até 2020 poderão aumentar consideravelmente. A malha conta hoje com 3 mil locomotivas e pouco mais de cem mil vagões. Os planos das concessionárias que integram a ANTF são de adquirir mais 2 mil locomotivas e mais 40 mil vagões até 2020. Caso consigam os benefícios, as compras podem chegar a 6 mil locomotivas e 200 mil vagões. “Temos duas fábricas no País com capacidade para construir 150 locomotivas e 12 mil vagões por ano”, declarou.

De acordo com o presidente da ANTF, os equipamentos a serem adquiridos devem ser usados nas novas linhas que estão sendo construídas ou ainda estão em fase de planejamento. Atualmente, a malha ferroviária brasileira tem 26 mil quilômetros, com previsão de chegar a 42 mil até 2022. Esse número leva em consideração as linhas públicas e concedidas. “Você terá mais velocidade nessas linhas modernas, permitindo, inclusive, o transporte de pessoas. A ferrovia é um modal importantíssimo para o transporte em escala em um país continental como o Brasil. O setor já contribui muito hoje e pode contribuir ainda mais. Vamos chegar onde o governo quer”, disse o executivo.

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Novo marco

Vilaça comentou que a saída de Bernardo Figueiredo da diretoria-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atrapalha algumas decisões importantes para o setor, como a definição do novo marco ferroviário. Na avaliação dele, porém, a nova diretoria interina nomeada pelo Ministério dos Transportes terá condições de tomar uma decisão “ágil e acertada”, porque o corpo técnico e a estrutura da agência não foram afetados.

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